O Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (14), dez policiais militares acusados de integrar um esquema de cobrança de propina a comerciantes de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
A ação é um desdobramento da Operação Patrinus, que investiga a atuação criminosa dentro do 39º BPM (Belford Roxo).
Segundo a denúncia, o grupo exigia pagamentos mensais de comerciantes de Belford Roxo entre 2021 e 2024. Em troca, oferecia proteção usando viaturas, armas e fardas da própria corporação.
Os donos de estabelecimentos, como restaurantes, mercados, farmácias, postos e até um ponto do Detran, eram chamados informalmente de ‘padrinhos’.
“Destaca que policiais militares, que deveriam proteger a população sem cobrar qualquer valor, recebem, solicitam ou exigem de prestadores de atividades econômicas o pagamento de taxas para, justamente, prover o serviço de segurança, no exercício de suas funções e utilizando-se de viatura, uniforme e armamento da corporação”, ressalta o MP.
Os agentes cumpriram 10 mandados de prisão e busca e apreensão na capital e em cidades da Baixada Fluminense, como Duque de Caxias, Belford Roxo, Magé e Nova Iguaçu. A operação teve o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.

A corporação informou que eles foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar e, posteriormente, serão conduzidos à Unidade Prisional da Corporação.
“O comando da Polícia Militar reitera que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por seus integrantes, punindo os responsáveis quando constatados os fatos”, disse por meio de nota.
O Grupo de Atuação Especial de Segurança Pública (Gaesp) já havia denunciado, em julho, outros 11 PMs do mesmo batalhão por práticas semelhantes.
Nas fases anteriores, a investigação apontou que grupos de militares cobravam taxas para não reprimir atividades irregulares, vendiam armas e drogas apreendidas e chegavam a se autointitular “pior que milícia”.






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