A Mostra de Cinema da Amazônia chega pela primeira vez ao Rio de Janeiro com uma programação gratuita voltada às diferentes narrativas da floresta e de seus povos. A abertura da 11ª edição do festival acontece entre os dias 19 e 22 de maio, na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM), antes de seguir para cidades internacionais como Londres, Roma e Veneza.
Ao longo de quatro dias, o público poderá assistir a 20 produções entre curtas, longas-metragens, animações e documentários que retratam a Amazônia sob perspectivas indígenas, ribeirinhas e urbanas. A programação inclui ainda atividades paralelas em Niterói e debates com diretores, produtores e ambientalistas após as exibições.
Um dos destaques da mostra será o painel “Jornada e Resistência”, marcado para o dia 21 de maio. O encontro terá participação virtual da líder indígena Juma Xipaia, diretamente da aldeia Tukumã, no Pará. Protagonista do documentário Yanuni, ela abordará temas como ativismo ambiental, ameaças sofridas nos últimos anos e o período em que viveu exilada na Suíça.
Exibições
Outro momento aguardado do festival é a exibição gratuita do documentário Minha Terra Estrangeira, novo trabalho do cineasta João Moreira Salles. O filme acompanha a trajetória da ativista indígena Txai Suruí, conhecida internacionalmente pela defesa da Amazônia e dos povos originários.
Txai também aparece no curta O Discurso de Txai Suruí, dirigido por jovens cineastas cariocas e incluído na programação da mostra.
Produzido pela Mekaron Filmes em parceria com o Instituto Cultural Amazônia Brasil, o festival também ocupará outros espaços culturais da cidade, como cineclubes do Museu Histórico Nacional e o espaço Casas Casadas, ampliando o circuito de exibições no Rio de Janeiro.






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