Campo Grande terá corredor ecológico com mais de 337 mil mudas na Serra da Posse

Parceria entre Prefeitura do Rio e BNDES prevê plantio de mais de 337 mil mudas nativas da Mata Atlântica em Campo Grande ao longo de 48 meses

A Prefeitura do Rio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta quinta-feira (7) um acordo que garante R$ 10 milhões para o reflorestamento da Serra da Posse, em Campo Grande, na Zona Oeste da capital. A iniciativa integra o programa Floresta Viva e prevê o plantio de 337.125 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica ao longo de 48 meses.

O projeto pretende criar um grande corredor ecológico na região, conectando áreas já reflorestadas anteriormente pelo Programa Mutirão Reflorestamento e por medidas compensatórias ambientais. A meta é fortalecer a biodiversidade, melhorar a circulação da fauna e ampliar a cobertura vegetal em uma das áreas mais quentes e menos arborizadas da cidade.

O investimento será dividido igualmente entre o BNDES e a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima. Campo Grande foi escolhido por ser o bairro mais populoso do município, com cerca de 352 mil habitantes, segundo dados do Censo 2022 do IBGE.

Durante a assinatura do convênio, o prefeito Eduardo Cavaliere comparou o futuro da região à Floresta da Tijuca ao destacar o impacto esperado da iniciativa.

“Lá na Zona Oeste, o Túnel de Campo Grande vai ficar debaixo da Floresta da Posse”, afirmou o prefeito, em referência ao Túnel Professor Moacyr Sreder Bastos, inaugurado recentemente para integrar o novo anel viário do bairro.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o Rio é a primeira prefeitura do país a aderir ao programa Floresta Viva como prioridade ambiental. Segundo ele, a proposta também ajuda a reduzir os impactos das ondas de calor e melhora a qualidade de vida da população.

“Imagina esses bairros que não têm verde, o que é o calor quando chega o verão. As árvores nativas dão oxigênio, limpam o ar, trazem sombra e melhoram a qualidade de vida da população”, declarou Mercadante.

O projeto prevê ainda a substituição gradual de vegetações invasoras por árvores nativas da Mata Atlântica. A estratégia busca reduzir riscos de incêndio e aumentar o sombreamento natural do solo, ajudando no equilíbrio climático da região.

A vereadora Tainá de Paula, que participou do processo de adesão da prefeitura ao programa quando comandava a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, afirmou que as zonas Norte e Oeste estão entre as áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas.

Segundo ela, o avanço do reflorestamento pode ajudar a enfrentar problemas como enchentes, ilhas de calor e degradação ambiental.

A atual secretária municipal de Meio Ambiente, Lívia Galdino, afirmou que a prefeitura também pretende ampliar projetos ambientais para outras áreas, incluindo iniciativas voltadas à recuperação de manguezais.

Após a assinatura do acordo, a próxima etapa será a formalização do contrato para o início das ações em Campo Grande.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading