Pacientes com diabetes terão direito a sensores de glicose distribuídos no Rio

Iniciativa pretende ampliar acesso a tecnologia que dispensa picadas nos dedos e melhora o controle do diabetes

O controle do diabetes poderá ficar mais acessível para pessoas de baixa renda no Estado do Rio. Foi aprovado em segunda discussão nesta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa (Alerj) o projeto de lei que cria o Programa de Doação de Sensores de Glicose, iniciativa que permitirá a entrega gratuita dos dispositivos a pacientes diagnosticados com a doença.

De autoria dos deputados Vinícius Cozzolino (União) e Índia Armelau (PL), o PL 1.026/23 autoriza o governo a disponibilizar os sensores em quantidade suficiente para atender às necessidades mensais dos beneficiários. O programa será custeado com recursos do orçamento anual e poderá contar ainda com parcerias de fabricantes e entidades do terceiro setor para ampliar a oferta.

Tecnologia menos invasiva

Atualmente, pacientes diabéticos precisam monitorar a glicemia por meio de picadas nos dedos, processo considerado doloroso e pouco prático. Os sensores tecnológicos, como o FreeStyle Libre, permitem a medição contínua da glicose sem a necessidade desse procedimento, facilitando o acompanhamento da doença em diferentes ambientes.

Para o deputado Vinícius Cozzolino, a iniciativa representa um avanço na qualidade de vida dos pacientes.

“Atualmente essa medição é realizada por meio de um furo nos dedos, onde após o furo ser feito, uma gota do sangue é aplicada em uma fita reagente, que é inserida em um aparelho eletrônico que realiza a leitura. É um procedimento doloroso e incômodo, além de dificultar a realização do procedimento em qualquer ambiente”, afirmou.

Benefício para todos os diagnosticados

O programa contemplará todas as pessoas com diagnóstico de diabetes, sem distinção. A ideia, segundo os autores, é contribuir para o controle da doença e reduzir complicações relacionadas, como problemas renais, cardiovasculares e visuais.

Com a aprovação em segunda discussão, a medida avança mais um passo para se tornar lei e atender à demanda histórica de pacientes diabéticos no estado. O governador Cláudio Castro tem 15 dias para vetar ou sancionar a proposta.

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