Edmundo González, principal candidato da oposição nas eleições presidenciais de julho contra Nicolás Maduro, deixou a Venezuela rumo à Espanha neste sábado (7), após solicitar asilo político. Ele era alvo de um mandado de prisão emitido pelo Ministério Público venezuelano, que o acusava de crimes eleitorais, como falsificação de documentos e sabotagem de sistemas.
González embarcou em um voo da Força Aérea espanhola, conforme informações confirmadas pelo Ministério das Relações Exteriores da Espanha.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que a saída de González ocorreu com o aval do governo venezuelano e que os contatos entre os dois países garantiram a concessão de salvo-condutos, assegurando a paz política no país.
Opositor estava refugiado na embaixada espanhola
González estava refugiado na embaixada da Espanha em Caracas há vários dias, temendo ser preso pelo regime de Maduro, que o considerava foragido. O Ministério Público venezuelano acusou González de falsificar atas eleitorais e associar-se a atividades ilegais.
A oposição, no entanto, sustenta que ele venceu a eleição com ampla vantagem, e publicou cerca de 80% das atas no site, que, segundo a ONU, são documentos legítimos. No entanto, as autoridades eleitorais proclamaram Nicolás Maduro como presidente reeleito.
González, em carta enviada ao Ministério Público, afirmou que o processo contra ele era infundado e que, por isso, não se apresentaria às autoridades. Sua fuga ocorre em meio a um cenário de crescente repressão a opositores, sendo que outra líder da oposição, María Corina Machado, também está sendo investigada pelas autoridades venezuelanas. Ela assumiu a responsabilidade pela publicação das atas eleitorais, ação que gerou ainda mais tensões no país.
Com informações do g1





