Congresso da Espanha reconhece Edmundo González como presidente eleito da Venezuela

Apesar do apoio do parlamento espanhol, governo de Pedro Sánchez não levará em consideração o resultado da votação

O Congresso da Espanha votou nesta quarta-feira (11) o reconhecimento de Edmundo González como presidente eleito da Venezuela. A votação, resultado de uma iniciativa da oposição, contou com 177 votos favoráveis, 164 contrários e 1 abstenção.

A proposta pede que o governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, encabece o reconhecimento de González em instituições europeias e instâncias internacionais, visando garantir sua posse em 10 de janeiro de 2025.

Apesar da decisão parlamentar, o governo espanhol declarou que não levará em consideração a votação, seguindo a linha de posição da União Europeia, que exige a divulgação das atas eleitorais para comprovar a legitimidade das eleições na Venezuela.

Nicolás Maduro, atual presidente venezuelano, foi declarado vencedor nas eleições de 28 de julho pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), órgão alinhado a seu governo. González, por sua vez, reivindica a vitória com base em 80% das atas de urna publicadas online.

Líder da oposição venezuelana, María Corina fala em “grande vitória”

María Corina Machado, uma das principais figuras da oposição venezuelana, celebrou a decisão do parlamento espanhol em suas redes sociais, classificando-a como uma “grande vitória”. Ela agradeceu aos deputados que apoiaram o reconhecimento de González, considerando o ato uma defesa da democracia e da soberania popular.

Centenas de apoiadores da oposição venezuelana se manifestaram em Madri no dia anterior à votação, protestando contra o governo de Maduro. Durante o evento, a filha de Edmundo González, que está exilado na Espanha, leu uma mensagem de seu pai, pedindo que os venezuelanos não desistam da luta e garantam o respeito à vontade popular expressa nas eleições.

Nicolás Maduro afirmou, em um pronunciamento televisivo, que conduziu pessoalmente a negociação para a saída de González da Venezuela. O presidente venezuelano, no entanto, se recusou a fornecer detalhes sobre o processo, alegando ser um “segredo de estado”.

Com informações do g1

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