Operador financeiro do CV é preso no Aeroporto do Galeão; vídeo

Segundo a Polícia Civil, Gabriel Maurício Soares Paes movimentava valores do tráfico por meio de contas de terceiros e empresas de fachada

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Foi preso na madrugada desta sexta-feira (9), Gabriel Maurício Soares Paes, o Ximba, investigado por suspeita de integrar o Comando Vermelho (CV) e movimentar dinheiro do tráfico de drogas. Ele acabou capturado quando retornava de uma viagem à Europa no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

Segundo a investigação, Ximba atuava com Nikolas Fernandes Soares, o Hurley, preso durante a megaoperação realizada na Penha e no Alemão, em outubro de 2025. Nikolas é apontado como operador financeiro subordinado a Edgar Alves de Andrade, o Doca, uma das lideranças do Comando Vermelho, e Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, conhecido como Berg, identificado pela polícia como contador do Complexo da Penha.

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores identificaram conversas entre Ximba e Nikolas que indicariam uma rotina de transferências bancárias, saques e uso de contas de terceiros e empresas supostamente de fachada para movimentar valores relacionados às atividades da facção. Agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) realizaram a prisão no momento que o suspeito desembarcava ao lado da namorada. Assista abaixo:

Investigação aponta transações milionárias

Após análise de dados de telecomunicações e informática vinculados a Nikolas, os investigadores aprofundaram a apuração sobre a atuação de Ximba. Em um dos diálogos, segundo a polícia, Nikolas informou que tinha R$ 700 mil em espécie, e Ximba teria começado a buscar uma conta para viabilizar as transferências.

A investigação também identificou comprovantes de movimentações que somavam R$ 268.150,01 entre pessoas jurídicas e conversas sobre uma transação de R$ 2 milhões atribuída a Ximba.

Segundo os investigadores, parte do esquema consistia em receber ou disponibilizar dinheiro em espécie — inclusive proveniente do tráfico de drogas — e realizar a compensação por meio de PIX, transferências bancárias e contas de laranjas ou empresas de fachada utilizadas para circulação dos valores.

Suspeita de envolvimento em fraudes financeiras

A Polícia Civil também aponta Ximba como suspeito de atuar em um núcleo ligado a fraudes financeiras. Segundo a investigação, ele seria responsável por uma central de golpes e teria papel na obtenção e circulação de recursos provenientes de diferentes fraudes.

A polícia também suspeita de que Gabriel tenha utilizado a conta da companheira para movimentar quantias de empresas de fachada | Crédito: Divulgação/ Polícia Civil

Relatórios de inteligência financeira analisados pelos investigadores também levantaram suspeitas sobre o uso de contas de pessoas próximas ao investigado, incluindo a companheira. De acordo com a polícia, essas contas podem ter sido utilizadas para receber e movimentar valores de empresas sediadas em Rondônia consideradas suspeitas de serem de fachada.

A prisão integra uma investigação voltada à estrutura financeira atribuída ao Comando Vermelho. O objetivo, segundo a Polícia Civil, é identificar e atingir os responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos que, de acordo com os investigadores, financiam as atividades da facção.

A investigação segue em andamento.

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