Operação nos complexos do Alemão e da Penha deixa 3 mortos e 7 feridos; PMs usam maçaricos para destruir barricadas (veja os vídeos)

Alvo principal é Doca, chefe da Tropa do Urso, acusado de comandar invasões, ordenar execuções e planejar resgate de presos

A operação de grandes proporções contra a facção criminosa Comando Vermelho deflagrada nesta quarta-feira (15) resultou até o momento em três mortes, sete feridos e 12 prisões, nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A ação, parte da Operação Torniquete, teve como objetivo desarticular a “Caixinha”, esquema financeiro que alimenta a facção por meio de crimes como roubos, furtos e extorsões.

O principal alvo da operação é Edgar Alves de Andrade, de 54 anos, conhecido como Doca ou Urso, líder da chamada Tropa do Urso. Ele é acusado de comandar invasões a comunidades, ordenar execuções e planejar resgates ousados de presos. Até o momento, Doca não foi localizado e segue foragido.

PM enfrenta barricadas e usa maçaricos

Durante a operação, traficantes ergueram barricadas e espalharam óleo no asfalto para dificultar o avanço das forças de segurança. Em um dos incidentes, um veículo blindado conhecido como Caveirão derrapou em uma ladeira no Alemão, atingindo três carros e uma moto antes de quase atropelar um morador.

Em outro ponto, policiais militares usaram maçaricos para abrir caminho, desmontando uma barreira improvisada com trilhos de trem. Retroescavadeiras também foram mobilizadas para remover obstáculos.

Mortos e presos

Entre os 14 alvos de mandados de prisão, 8 foram capturados, 4 foram presos em flagrante, e 5 continuam foragidos. Um dos procurados já havia sido morto anteriormente em um confronto com outra facção.

A Secretaria de Segurança Pública investiga denúncias de vazamento do plano da operação, já que informações sobre a movimentação policial circulavam na noite anterior. Apesar disso, o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que a operação foi bem-sucedida.

Impactos na região

A operação também teve reflexos para a população. Importantes vias, como a Estrada do Itararé, a Avenida Itaóca e a Rua Paranhos, foram fechadas. Clínicas da família na área suspenderam serviços para garantir a segurança de profissionais e usuários.

Linhas de ônibus tiveram seus itinerários alterados, afetando a mobilidade na região. As investigações, conduzidas pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro, apontaram um esquema financeiro envolvendo R$ 21 milhões em operações ilícitas.

Com informações do g1

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