Após a repercussão internacional da megaoperação que deixou mais de 60 mortos no Rio nesta terça-feira (28), o governo dos Estados Unidos emitiu um alerta de segurança para cidadãos estadunidenses que estão em terras cariocas, recomendando cautela máxima. O aviso é uma resposta direta à ação policial nos complexos do Alemão e da Penha, que gerou retaliação de traficantes e mergulhou a cidade em uma onda de violência.
A ação, já considerada a mais letal da história do estado, provocou reações com bloqueios de vias, veículos incendiados e sequestro de ônibus para uso como barricadas. Em comunicado oficial, o Departamento de Estado dos EUA alertou aos viajantes que os confrontos causaram “interrupções no trânsito” e que a situação está “evoluindo rapidamente”.
“Acompanhe as notícias e os aplicativos de mapas no celular para atualizações. Tenha cautela ao circular pela cidade e evite as áreas mais afetadas sempre que possível”, diz trecho do comunicado.
Recomendações do governo estadunidense
O consulado dos EUA no Rio detalhou uma série de medidas de segurança que devem ser adotadas imediatamente por seus cidadãos na cidade:
- Evitar as áreas afetadas na Zona Norte, especialmente os arredores do Complexo do Alemão e da Penha;
- Acompanhar a mídia local para atualizações constantes;
- Ficar atento a bloqueios no trânsito e planejar rotas alternativas;
- Evitar deslocamentos desnecessários;
- Manter um perfil discreto;
- Estar atento ao que acontece ao redor;
- Reavaliar planos de segurança pessoal;
- Informar amigos e familiares sobre sua localização e segurança.
Contexto da operação
O alerta internacional é uma consequência da “Operação Contenção”, deflagrada pelo Governo do Rio com mais de 2,5 mil agentes para cumprir diversos mandados de prisão contra o Comando Vermelho (CV).
Um dos principais alvos da operação é o traficante Edgard Alves de Andrade, o Doca da Penha — ou Urso, como também é conhecido —, de 55 anos. Apontado como uma das lideranças da facção, o Disque Denúncia colocou uma recompensa recorde de R$ 100 mil por informações que levem à prisão de Doca. O valor é o maior da história recente do serviço.
A ofensiva encontrou resistência à ação conjunta das polícias Civil e Militar, com bandidos chegando a utilizar drones para lançar explosivos contra os policiais e fugindo pela mata em cena que remete à ocupação do Alemão em 2010. A retaliação da facção paralisou diversas vias da cidade, levando o Centro de Operações (COR) a colocar o Rio em Estágio 2 no início da tarde e forçando a Câmara de Vereadores a suspender sua sessão plenária.






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