Pelo menos 55 pessoas foram presas em flagrante nesta quarta-feira (8) durante a Operação Nacional Proteção Integral III, uma ofensiva da Polícia Federal contra crimes de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação foi realizada em parceria com as polícias civis de 16 estados e do Distrito Federal.
O objetivo da operação, segundo a corporação, é identificar e prender suspeitos que compartilham, produzem ou armazenam material pornográfico infantil — sobretudo pela internet —, além de localizar possíveis vítimas em situação de risco. Ao todo, foram cumpridos 182 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em várias regiões do país.
Prisões e vítimas resgatadas
Além das prisões em flagrante, a PF informou que duas vítimas foram resgatadas e dois adolescentes apreendidos. Em diversos endereços, os agentes encontraram computadores, celulares e mídias digitais com grande volume de conteúdo envolvendo exploração sexual de menores.
A corporação destacou que o trabalho faz parte de um esforço contínuo de monitoramento da chamada “deep web” e de redes de compartilhamento de arquivos ilícitos. A análise do material apreendido pode levar à identificação de novos alvos e à expansão das investigações.
Ação mobilizou quase 900 agentes em todo o país
De acordo com a PF, 617 policiais federais e 273 policiais civis participaram da operação. As ações ocorreram nos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.
Os mandados foram expedidos por diferentes varas criminais estaduais e federais, com base em investigações locais integradas por meio da Diretoria de Inteligência Policial da PF. Em alguns casos, houve colaboração de órgãos internacionais que monitoram crimes cibernéticos transnacionais.
Operação faz parte de esforço permanente
A Proteção Integral III é uma das maiores operações coordenadas pela Polícia Federal neste ano contra abusos sexuais praticados em ambiente digital. As duas fases anteriores, realizadas em 2023 e no início de 2024, já haviam resultado na prisão de centenas de suspeitos e no resgate de dezenas de vítimas.
A corporação reforçou que o combate à exploração sexual infantil é prioridade permanente e que denúncias podem ser feitas de forma anônima por meio do canal disquedenuncia.pf.gov.br ou pelo número 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Com informações da Agência Brasil






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