A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), braço da ONU, manifestou-se nesta segunda-feira (2) sobre a integridade do programa nuclear iraniano após a recente escalada militar na região. Segundo o diretor-geral da agência, Rafael Grossi, não há evidências de que as instalações tenham sido atingidas.
A declaração, contudo, gera um impasse diplomático:
- A versão do Irã: O representante do país, Reza Najafi, afirmou que uma usina foi alvo de bombardeio, embora tenha garantido que o programa nuclear não foi afetado.
- Posição de Israel e EUA: O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, reiterou que as ações visam impedir a produção de armas atômicas pelo regime.
- Defesa Iraniana: O embaixador Amir-Saeid Iravani sustenta que as atividades são exclusivamente pacíficas.
Histórico de Tensões
O programa nuclear iraniano nasceu nos anos 1950 com apoio dos próprios Estados Unidos, na época aliados de Teerã, para geração de energia. O cenário mudou drasticamente após a Revolução Islâmica de 1979, quando a comunidade internacional passou a suspeitar do desenvolvimento clandestino de armamento nuclear, levando a décadas de sanções e conflitos.







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