As forças dos Estados Unidos atacaram neste domingo dois lançadores de foguetes iranianos que tentavam dispersar minas no Estreito de Ormuz. A ação representa o primeiro ataque americano contra o Irã em um mês e foi seguida por uma resposta de Teerã com o lançamento de mísseis em direção à Jordânia.
Ataque americano no Estreito de Ormuz
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), os alvos iranianos estavam envolvidos em uma operação para lançar minas marítimas nas águas do estreito, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás.
O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Centcom, afirmou que integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica foram observados se preparando para lançar foguetes carregados com minas a partir da Ilha de Larak.
A ofensiva americana, de acordo com as informações divulgadas, teve alcance limitado e não representou, até o momento, uma retomada dos bombardeios em larga escala realizados anteriormente contra o território iraniano.
Irã promete resposta ao ataque
Horas depois da ofensiva americana, o Irã lançou alguns mísseis na direção da Jordânia. De acordo com uma pessoa familiarizada com o ataque, todos foram interceptados.
A Jordânia abriga vários milhares de militares americanos em suas bases, o que aumenta a importância estratégica da região diante da escalada entre Washington e Teerã.
A Guarda Revolucionária Iraniana declarou que o ataque dos Estados Unidos seria respondido com uma punição ao agressor. A agência Tasnim também informou que duas pessoas teriam morrido na ofensiva, mas a informação não havia sido confirmada de forma independente.
Navios americanos monitoram a região
O Estreito de Ormuz continua sob forte vigilância militar dos Estados Unidos. Navios da Marinha, aeronaves da Força Aérea e helicópteros do Exército americano monitoram a área e estão preparados para agir contra forças iranianas que ameacem embarcações comerciais.
Até a semana anterior, segundo o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, as forças americanas haviam removido minas instaladas pelo Irã na região.
O governo de Donald Trump também vinha incentivando navios comerciais a atravessar o estreito, com a Marinha dos EUA realizando escoltas pela porção sul da passagem, em águas de Omã.
Rota estratégica segue sob ameaça
A tensão no Estreito de Ormuz ocorre em meio a uma sequência de ataques contra embarcações comerciais. Nas duas semanas anteriores, dois marinheiros morreram e outro permanecia desaparecido.
Desde o início da guerra, foram registrados pelo menos 71 ataques contra navios, com 19 marinheiros mortos. A insegurança levou diversas empresas de transporte marítimo a evitar a passagem estratégica.
Em junho, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo para reabrir o estreito. Durante três dias, mais de 60 embarcações passaram diariamente pela região. O entendimento, porém, fracassou, e as forças americanas voltaram a impor o bloqueio aos portos iranianos.
Conflito afeta comércio e petróleo
Com a instabilidade, empresas marítimas passaram a utilizar rotas alternativas. A Arábia Saudita, principal produtora de petróleo da região, aumentou as exportações de petróleo bruto pelo Mar Vermelho.
O ataque deste domingo foi o primeiro reconhecido pelo Pentágono contra o Irã desde 29 de julho, quando o Centcom atingiu dezenas de alvos no país, incluindo centros de comando, instalações relacionadas a mísseis e drones e pontos de vigilância costeira.
Desde então, os bombardeios de maior escala deram lugar a uma pausa nas operações militares, enquanto o governo Trump concentrou esforços na adoção de novas sanções econômicas contra o governo de Teerã.







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