Com o avanço das queimadas durante a seca histórica no Brasil, moradores das cidades mais afetadas pela fumaça estão resgatando o uso de máscaras, que se tornou comum durante a pandemia de Covid-19. A prática, apesar de não ser obrigatória, é recomendada por médicos e especialistas, principalmente para aqueles com problemas respiratórios.
Porto Velho, capital de Rondônia, foi uma das cidades mais impactadas, enfrentando uma grave crise de poluição atmosférica. Lá, a procura por máscaras aumentou significativamente, com relatos de escassez nas farmácias locais.
O ar na cidade chegou a índices insalubres, comparáveis aos piores do mundo, como Kampala, em Uganda, e Doha, no Catar. A publicitária Maria Luisa Medeiros, por exemplo, teve que interromper atividades ao ar livre e passou a usar máscara constantemente, após enfrentar crises de bronquite e infecções na garganta, sem histórico de doenças respiratórias.
Fiocruz recomenda uso no Pantanal e na Amazônia
A situação se repete em outras regiões, como no Pantanal e em Manaus, onde a Fiocruz Amazônia recomendou o uso de máscaras. Especialistas alertam para o risco de doenças respiratórias e cardiovasculares devido à exposição prolongada à fumaça.
A coordenadora do Laboratório de Química Atmosférica da PUC-Rio, Adriana Gioda, destaca que as máscaras N95 são as mais eficazes para filtrar o material particulado PM2.5, um dos principais poluentes emitidos pelas queimadas.
Em meio a essa crise de saúde pública, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, não prevê a obrigatoriedade do uso de máscaras, mas recomenda evitar exposição prolongada à fumaça e manter ambientes umidificados. O uso do item de proteção tornou-se uma necessidade urgente em várias partes do Brasil, resgatando lembranças dos tempos de pandemia.
Com informações de O Globo





