A Oncoclínicas informou à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que não consegue mais atender pacientes da Unimed Ferj por falta de pagamento da operadora. A crise afeta cerca de 12 mil usuários oncológicos no Rio de Janeiro.
Segundo a coluna Defesa do Consumidor, de O Globo, os executivos da rede de oncologia estiveram nesta segunda-feira (8) na sede da ANS para expor a situação. Eles confirmaram o descredenciamento e relataram que receberam da Unimed Ferj um comunicado determinando a transferência de todos os pacientes em tratamento para a unidade própria da operadora em Botafogo, o Espaço Cuidar Bem.
A medida gerou uma enxurrada de reclamações de usuários, que denunciaram problemas de atendimento e sobrecarga no local.
Rede oncológica diz que precisou fechar duas unidades
A Oncoclínicas também revelou à agência reguladora que a falta de pagamentos levou ao fechamento de duas de suas unidades. A versão contrasta com a informação divulgada anteriormente pela Unimed, que vinha minimizando a gravidade da situação e assegurando que a rede credenciada não havia sido afetada.
Diante da gravidade do quadro, a ANS decidiu reconvocar representantes da Unimed Ferj, da Unimed do Brasil e da Central Nacional Unimed para discutir medidas urgentes, incluindo a garantia de fornecimento de medicamentos e o atendimento contínuo aos pacientes com câncer.
ANS instaurou direção técnica na Unimed Ferj
Na sexta-feira (5), a/ reguladora já havia instaurado direção técnica na Unimed Ferj. O regime especial não chega a configurar uma intervenção — a gestão da operadora continua sob seu comando —, mas coloca representantes nomeados pela ANS dentro da empresa para monitorar, diariamente, a qualidade do serviço prestado. Esses técnicos acompanham de perto as ações adotadas pela operadora e definem metas para corrigir falhas assistenciais classificadas como graves.






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