ANS instaura direção técnica na Unimed Ferj após crise financeira e denúncias de mau atendimento

Operadora acumula dívidas de mais de R$ 2 bilhões, atrasa pagamentos a médicos e atende cerca de 400 mil clientes no Rio de Janeiro

O novo presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, determinou nesta sexta-feira a instauração do regime especial de Direção Técnica na Unimed Ferj, informa o colunista Lauro Jardim do jornal O Globo.

A medida é considerada um passo emergencial diante da grave crise financeira e administrativa que a operadora enfrenta, com reflexos diretos sobre a qualidade do atendimento aos beneficiários.

Crise bilionária e reclamações constantes

A Unimed Ferj acumula dívidas que já ultrapassam os R$ 2 bilhões e convive com um histórico de reclamações de clientes e de médicos cooperados. Relatos de atrasos nos pagamentos a prestadores de serviço são recorrentes, especialmente desde a migração da carteira da Unimed-Rio, ocorrida há dois anos.

Além da dificuldade financeira, beneficiários e profissionais de saúde denunciam falhas graves no atendimento, o que levou a ANS a intensificar a vigilância sobre a operadora. Atualmente, a Unimed Ferj atende aproximadamente 400 mil clientes no estado do Rio de Janeiro.

O que significa a direção técnica

A Direção Técnica é um regime especial em que um funcionário da ANS passa a acompanhar de forma diária o funcionamento da empresa, de dentro da própria operadora. O objetivo é identificar e monitorar desequilíbrios que possam colocar em risco a continuidade e a qualidade da assistência prestada.

Segundo a agência, a medida não equivale a uma intervenção direta na gestão da Unimed Ferj. No entanto, funciona como uma espécie de alerta máximo: um passo anterior à intervenção formal, caso as irregularidades se agravem ou não sejam solucionadas.

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