Apelidada de “nominata da morte” por causa da proliferação de candidatos com bom potencial de votos — e que poderiam acabar sem mandato por conta das regras de divisão das vagas nas eleições proporcionais —, a seleção de nomes apresentada pelo PSD bateu a meta. Com honra: não só elegeu os 16 prometidos, como ainda emplacou seis entre os 10 vereadores campeões das urnas.
Como é bem sabido entre a turma que não larga a calculadora na hora de definir a estratégia da nominata, um elenco estelar não garante o sucesso da empreitada. Vide o que aconteceu em 2016, quando então vereadores não conseguiram renovar o passaporte para um novo mandato, mesmo com boas votações. Foram os casos, por exemplo, de Professor Uóston e Leila do Flamengo, ambos acima da faixa dos 10 mil.
Neste ano, a organização da nominata do partido do prefeito Eduardo Paes ficou nas mãos do presidente da Câmara, Carlo Caiado. Sob a batuta do vereador reeleito para o sexto mandato, 33 postulantes saíram do dia 6 de outubro aptos a serem puxados pelo cálculo da média — ou seja, atingiram pelo menos 10% do quociente eleitoral de 57.433 votos.
Um dos grandes segredos de uma nominata de sucesso é ter na sua oferta de candidatos um bom número daqueles sem votos suficientes para se elegerem, mas que vão contribuir para encorpar o total amealhado pelo partido, os “rabos”. E nesse quesito, o PSD brilhou: os primeiros sete suplentes tiveram mais de 10 mil votos, enquanto os 15 seguintes foram os escolhidos de uma quantidade entre 4 mil e 10 mil eleitores. Entre os convidados pessoalmente por Caiado para ajudar na missão, estão o tetracampeão e ex-deputado Bebeto e o ex-vereador Professor Adalmir. Não foi à toa que o quociente partidário garantiu 13 eleitos.





