Nunes Marques nega pedido de Renan Santos para participar do debate da Globo

Candidato do Missão alegava que ausência de Lula abriria espaço para sua participação no último debate presidencial antes do primeiro turno

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, negou na noite desta quarta-feira (30) o pedido apresentado pelo partido Missão para garantir a participação do candidato à Presidência Renan Santos no debate da TV Globo, marcado para esta quinta-feira (1º), último confronto entre presidenciáveis antes do primeiro turno.

Renan recorreu à Justiça Eleitoral argumentando, entre outros pontos, que a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia abrir espaço para sua inclusão. O candidato também sustentou que sua participação anterior em entrevistas promovidas pela emissora e sua posição nas pesquisas teriam criado uma expectativa de que fosse convidado. O pedido havia sido protocolado nesta quarta-feira no TSE.

Globo tinha direito de escolher, diz decisão

Ao rejeitar o pedido, Nunes Marques destacou um ponto central do regulamento acertado para o debate. Segundo o ministro, as regras não estabeleciam a participação automática do candidato que atendesse ao critério previsto para uma eventual substituição.

O texto, conforme registrado na decisão, reservava à Globo a possibilidade de convidar outro presidenciável, mas deixava a decisão sob responsabilidade da própria emissora.

“A regra exposta na ata não assegurou a participação automática do candidato que preenchesse esse requisito, mas reservou à emissora a faculdade de convidá-lo”, afirmou Nunes Marques, segundo o material divulgado sobre a decisão.

O regulamento previa que, diante da desistência de um candidato convidado, a emissora poderia chamar o nome mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro entre aqueles inicialmente excluídos. Renan aparecia como o candidato apto a ocupar uma eventual vaga, mas a própria regra atribuía à emissora a decisão sobre fazer ou não o convite.

Missão não alcança representação mínima

Outro ponto considerado na decisão foi o critério de representação parlamentar.

Segundo Nunes Marques, o Missão não possui a representação mínima necessária para assegurar a participação obrigatória de Renan Santos no debate. Dessa forma, a Globo não estaria juridicamente obrigada a incluí-lo.

Antes de recorrer ao TSE, a campanha de Renan já discutia a possibilidade de judicializar sua participação caso Lula não comparecesse. Aliados do candidato entendiam que as próprias regras estabelecidas pela emissora poderiam respaldar o pedido.

Nesta quarta-feira, ao formalizar a ação, o Missão também argumentou que a emissora havia incluído Renan em outras etapas de sua cobertura eleitoral, circunstância que, segundo a legenda, teria criado uma “legítima expectativa” de participação no debate.

O debate da Globo está marcado para esta quinta-feira (1º), no Rio de Janeiro, e será o último encontro entre candidatos à Presidência antes do primeiro turno das eleições, previsto para domingo (4).

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