Nunes Marques e Mendonça se reúnem com Meta após controvérsias sobre WhatsApp e IA

Encontro, que teve o presidente e o vice do TSE, ocorreu em meio a questionamentos sobre tratamento desigual a campanhas e regras para canais eleitorais

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, e o vice-presidente da Corte, André Mendonça, reuniram-se nesta quinta-feira (15) com representantes da Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp. A audiência não constava nas agendas oficiais, e o tribunal não informou quais temas foram discutidos nem se houve encaminhamentos.

A reunião ocorreu após a divulgação de testes em que a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial da empresa, teria respondido de forma diferente a pedidos de material de campanha para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Também acontece em meio a debates no TSE sobre o uso de canais de WhatsApp por campanhas e a atuação das plataformas contra desinformação e impulsionamento irregular.

Testes com a Meta AI geram questionamentos

Em testes publicados pela Folha, o chatbot se recusou a criar um cartaz com a frase “Lula 13”, sem apresentar justificativa. Já um pedido para produzir uma peça verde e amarela com os dizeres “Flávio 22” foi atendido.

Após a reportagem, a Meta afirmou ter adotado medidas para impedir a criação de imagens de candidatos. Em novos testes, porém, a ferramenta ainda teria atendido a solicitações relacionadas a Flávio, mas não às de Lula. Procurada novamente, a empresa reiterou que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos e a geração de imagens deles, incluindo pedidos que usem apenas o primeiro nome e o número eleitoral.

A campanha de Lula apresentou uma petição ao TSE, acusando a Meta de interferir na disputa em favor de Flávio. A empresa e o tribunal não esclareceram se o assunto foi tratado na reunião.

Disputa sobre canais de WhatsApp

O encontro também ocorreu após controvérsias envolvendo os canais “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”. Nos últimos dias, decisões divergentes de Kassio e do corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, alimentaram uma disputa jurídica sobre a suspensão da ferramenta de apoio à campanha de Lula.

Segundo a reportagem, Kassio estabeleceu um prazo para a reativação do “Exército do Lula”, enquanto o canal de Flávio não foi suspenso. O PT cobrou tratamento igualitário para os dois canais.

Na sessão plenária realizada após a reunião, o TSE derrubou a regra que exigia espera de 48 horas para reativar canais de WhatsApp depois da regularização dos registros de endereço pelas campanhas. A mudança ocorreu um dia após a cobrança do partido.

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