RICARDO BRUNO
Os frequentadores do sofisticado rooftop do restaurante Spicy Fish, em Ipanema, foram testemunhas, sexta-feira à noite, de um encontro cujo resultado pode impactar irreversivelmente as próximas eleições municipais. A convite do deputado Pedro Paulo, sentaram-se à mesa, com o prefeito Eduardo Paes, alguns figurões do PP e do União Brasil.
Entre gyozas, tempuras e outras iguarias asiáticas, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, o líder Dr.Luizinho, e os ministros do União, Celso Sabino e Juscelino Filho, discutiram com o prefeito cenários sobre as próximas eleições e as contrapartidas necessárias a uma eventual aliança entre as três forças partidárias.
A fluidez da conversa, o tom coloquial e a convergência predominante apontam para a aliança entre os três. Com pequenas ressalvas aqui e outras acolá – questiúnculas absolutamente superáveis – os comensais manifestaram comunhão de propósitos em torno do apoio a Eduardo Paes.
Ciro e Paes são amigos há muitos anos, desde à época em que cursaram juntos a mesma turma da faculdade de Direito da PUC, na Gávea. Depois estiveram novamente lado a lado na Câmara dos Deputados. Paes, pelo PSDB e Ciro, pelo PMDB, atuavam em parceria no parlamento. Ao longo do tempo, a relação evoluiu para uma amizade sólida. É, portanto, um entusiasta do apoio ao amigo, embora não possa ainda revelar a preferência em respeito ao rito protocolar das decisões partidárias.
Celso e Juscelino são “brothers” de Pedro Paulo, que se consolida como o provável vice de Eduardo Paes em função de sua capacidade de articulação. Se o prefeito avança pela esquerda com o apoio do presidente Lula, PP contrabalança pelo centro-direita, onde transita com desenvoltura na Câmara dos Deputados.
A forte possibilidade de Pedro Paulo ocupar a segunda posição na chapa já não é um desejo isolado de Eduardo Paes. O êxito da tessitura de apoios à direita que tem amealhado faz dele o nome natural ao cargo.





