RICARDO BRUNO
Anunciado com pompa e circunstância, o frentão conservador em torno da candidatura do delegado Alexandre Ramagem (PL) parece ter virado pó. Discretamente, sem alarde, o prefeito Eduardo Paes foi comendo o mingau pelas beiradas e já tem o apoio da maioria das siglas que participaram da reunião, promovida pelo governador Cláudio Castro no Palácio Laranjeiras, para robustecer o nome escolhido por Bolsonaro.
Principal parceiro na empreitada, o PP já se afastou ostensivamente do projeto; está muito próximo de apoiar Eduardo Paes. Antes, tenta candidatura própria com Marcelo Queiroz. Hoje, o mandachuva do PP, Ciro Nogueira, é o convidado de Paes para jantar na Gávea Pequena.
O MDB, comandado pela dupla Washington Reis/Thiago Pampolha, vai tentar emplacar a candidatura de Otoni de Paula. Reis e Pampolha, contudo, não escondem de ninguém a boa relação com o atual prefeito. O plano B, portanto, estaria pronto.
O União Brasil já participa da administração de Paes, com um nome indicado pelo presidente Antônio Rueda: o secretário de Habitação, Patrick Corrêa. Ademais, Rueda tem feito juras de amor ao prefeito. A outra possibilidade seria lançar o deputado Rodrigo Amorim.
E o Solidariedade, comando no Rio pelo deputado Aureo, acaba de fechar o apoio também ao pré-candidato do PSD. Nesta sexta, 16, Aureo e Paes se encontram para fazer fotos em evento de consagração pública da aliança.





