Donald Trump voltou a apostar no protecionismo econômico como bandeira política. Em anúncio feito em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos informou que imporá novas tarifas de importação a partir de 1º de outubro, atingindo diretamente setores estratégicos como farmacêuticas, fabricantes de móveis e a indústria de caminhões pesados. As alíquotas vão variar entre 25% e 100%, dependendo do produto, com a justificativa de proteger o mercado interno daquilo que Trump chamou de “inundação” de importados.
Segundo o republicano, os medicamentos de marca ou patenteados serão os mais afetados, com tarifas de 100%. A medida não se aplicará, porém, a empresas estrangeiras que já estejam construindo fábricas em território americano. A decisão foi criticada pela Associação de Pesquisa e Fabricantes de Produtos Farmacêuticos (PhRMA), que destacou que boa parte dos insumos já é produzida dentro dos EUA e alertou para riscos de encarecimento e desabastecimento.
No setor automotivo, Trump estabeleceu uma tarifa de 25% sobre caminhões pesados importados. O alvo principal é o México, que triplicou as exportações desses veículos desde 2019 e responde por quase um terço das importações americanas de peças para veículos pesados. Montadoras como Stellantis e Volvo, que produzem no México, devem ser impactadas diretamente. Para Trump, a decisão fortalece a indústria local e protege “caminhoneiros que precisam estar financeiramente saudáveis e fortes”.
Os móveis e estofados, por sua vez, passarão a pagar 30% de tarifa, enquanto armários de cozinha e gabinetes de banheiro terão sobretaxa de 50%. O presidente alegou que os Estados Unidos enfrentam um “excesso injusto” de importações nesse setor, prejudicando fabricantes locais.
As medidas reforçam a linha de política econômica adotada por Trump, que busca reduzir a dependência de importados em áreas consideradas sensíveis. A decisão, no entanto, já desperta preocupações entre parceiros comerciais e pode abrir caminho para disputas na Organização Mundial do Comércio, além de gerar efeitos nos preços para o consumidor americano.






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