Nomeação de Boulos em ministério pode abalar planos do PSOL na Câmara; entenda

Caso ganhe uma vaga na Esplanada, ele deve ficar no cargo até o final do ano que vem, sem se desincompatibilizar para ser candidato

Janaína Lisboa (Correspondente wm Brasília)

A possível nomeação do deputado federal por São Paulo Guilherme Boulos como ministro de Lula pode abalar diretamente os planos do PSOL, partido cuja maior bancada é justamente do Rio de Janeiro. É que Boulos, caso ganhe uma vaga na Esplanada, deve ficar no cargo até o final do ano que vem, sem se desincompatibilizar para ser candidato novamente a deputado federal ou senador. Isto faria com que o PSOL tivesse dificuldades para atingir a cláusula de barreira, já que ele é um grande puxador de votos em terras paulistas.

A cláusula de barreira prevê regras para acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, como a eleição de pelo menos 13 deputados federais ou a obtenção de, no mínimo, 2,5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados.

Desta forma, a bancada do Rio do partido seria duramente atingida, com restrições financeiras e até mesmo de exposição em rádio ou TV. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, faltam alternativas a Boulos para puxador de votos. No Rio, nomes como Marcelo Freixo, deixaram o partido.

Atualmente a bancada fluminense corresponde a 25% do total do PSOL na Câmara, com Tarcísio Motta, Glauber Braga, Talíria Petrone, Chico Alencar e Henrique Vieira. O partido. Uma possibilidade que voltou a ser discutida é lançar para a Câmara dos Deputados edeputada estadual Renata Souza, mulher mais votada na história da Alerj, em 2022, com 174.132 votos. Inicialmente, apostava-se nela para continuar na Câmara dos Deputados.

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