Nome histórico do Carnaval carioca, Pinah Ayoub será homenageada com a Medalha Pedro Ernesto na Câmara do Rio

Iniciativa da vereadora Tainá de Paula (PT) destaca a contribuição da sambista para a cultura popular carioca. Baluarte da Beija-Flor, Pinah soma quase 50 anos de trajetória na escola de Nilópolis

A Câmara do Rio vai homenagear com a Medalha Pedro Ernesto a sambista Pinah Ayoub, uma das figuras mais emblemáticas do Carnaval carioca e nome histórico da Beija-Flor de Nilópolis. A honraria foi proposta pela vereadora Tainá de Paula (PT) e reconhece a contribuição de Pinah para a cultura popular e para a memória do samba na cidade. Principal honraria da Casa, a medalha é destinada a pessoas e instituições que tenham prestado serviços de grande relevância ao município.

Presença marcante nos desfiles da Beija-Flor desde os anos 1970, Pinah se tornou uma das imagens mais reconhecidas da escola na Marquês de Sapucaí. Como destaque de chão, ajudou a construir parte da identidade visual da agremiação e atravessou gerações no Carnaval. Atualmente, ela integra a diretoria da escola de Nilópolis.

“A escolha de Pinah ocorreu por sua contribuição inestimável à cultura carioca, à identidade do carnaval brasileiro e à representatividade da mulher negra na arte popular”, disse Tainá de Paula na justificativa da homenagem.

Pinah celebrou o reconhecimento e destacou o carinho da comunidade nilopolitana ao longo das décadas de agremiação.

“Agradeço ao carnaval por essa homenagem. A toda a comunidade nilopolitana e aos segmentos da minha escola, pelo respeito e amor nessas muitas décadas de Beija-Flor. Fico muito lisonjeada de ser homenageada em vida. De poder sentir o carinho e a valorização das pessoas enquanto estou na ativa”, afirmou.

Da avenida para a história do carnaval

Maria da Penha Ferreira Ayoub, mais conhecida como Pinah, nasceu em Minas Gerais e foi criada em terras cariocas. Antes de se tornar um dos rostos mais conhecidos da Sapucaí, trabalhou como modelo e participou de concursos de beleza.

Ela chegou à Beija-Flor em 1976, a convite de Joãosinho Trinta e Jésus Henrique. Rapidamente ganhou espaço na avenida e se consolidou como um dos nomes mais identificados com a escola, com presença constante em desfiles que marcaram a trajetória da agremiação.

Um dos episódios mais lembrados de sua carreira ocorreu em 1978, durante a visita oficial do então príncipe Charles III ao Brasil. Na ocasião, Pinah sambou diante do integrante da família real britânica, numa cena que ganhou repercussão internacional e acabou entrando para a memória do carnaval brasileiro.

Anos depois, o momento foi imortalizado em um samba-enredo da própria Beija-Flor, que a definiu como “a Cinderela negra que ao príncipe encantou”.

Pinah e Charles em 1978 | Foto: Reprodução

Com uma trajetória de quase cinco décadas na Beija-Flor, Pinah segue como um dos nomes mais emblemáticos da história da escola e uma referência do samba carioca dentro e fora do país. Em 2019, a sambista foi homenageada pela agremiação, que levou à avenida uma ala formada por mulheres negras de cabeças raspadas, numa referência ao visual que se tornou uma de suas marcas mais reconhecidas na Marquês de Sapucaí.

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