No sepultamento de agente, secretário de Polícia Civil promete resposta no momento adequado

Secretário de Segurança Victor Santos garante que crime não ficará impune

A morte do agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) José Antônio Lourenço, durante uma operação na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio de Janeiro, mobilizou autoridades da segurança pública e dezenas de colegas de farda. O sepultamento do policial, ocorrido nesta terça-feira (20) no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, foi marcado por homenagens e pela promessa de resposta firme por parte da cúpula da Polícia Civil. As informações são do jornal O Globo.

Durante o velório, o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, afirmou que a corporação utilizará inteligência e investigação para esclarecer e punir os responsáveis pela morte. “A polícia trabalha em silêncio. No momento adequado, vamos dar a resposta”, declarou. Ele comparou o caso com outras ações recentes, como o ataque à 60ª DP, em fevereiro, e o assassinato do também agente da Core João Pedro Marquini, ocorrido em março. “Na 60ª DP respondemos com 40 presos e 13 neutralizados. Da mesma forma, na morte do Marquini. Não vai ser diferente com o caso do policial José Lourenço”, reforçou.

Curi foi acompanhado no enterro pelo secretário de Segurança Pública, Victor Santos, que também garantiu empenho das forças de segurança para identificar os responsáveis. “Essa morte não ficará impune”, afirmou Santos.

A cerimônia teve forte presença de agentes da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal. Um helicóptero sobrevoou o cemitério e lançou pétalas de rosas, enquanto uma salva de tiros de festim foi disparada em homenagem ao agente.

O caso

José Lourenço foi baleado durante uma operação realizada na manhã de segunda-feira (19) na Cidade de Deus. O policial chegou a ser levado para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil informou que o agente foi “brutalmente assassinado por criminosos” durante a ação.

No momento da operação, a corporação atuava em força-tarefa conjunta com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a Cedae e concessionárias de serviços, com o objetivo de fechar uma fábrica clandestina de gelo que estaria usando água contaminada para abastecer bares e quiosques das praias da Barra da Tijuca e do Recreio. A ação foi um desdobramento de investigações iniciadas em fevereiro, após blitz em pontos de venda identificarem contaminação por coliformes fecais.

Durante a incursão, o estabelecimento foi interditado e um responsável encaminhado à delegacia. Horas depois, a Linha Amarela precisou ser interditada por cerca de 20 minutos no sentido Fundão, nas imediações da Cidade de Deus, devido a um protesto.

A morte do agente intensificou o clima de tensão entre as forças de segurança e o crime organizado na região. As investigações seguem em curso, sob sigilo.

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