Numa clara indicação da crescente queda de sustentação política do presidente, moradores de quase todos os bairros do Rio foram às janelas agora há pouco para gritar: “Fora Bolsonaro”. O mais estridente panelaço da história do Rio durou cerca de 10 minutos e foi precedido de um outro às 19h30, quando houve uma espécie de “esquenta”para o grito de guerra contra o presidente, que ecoaria por toda a cidade às 20h30.
Sintoma de que Bolsonaro perdeu o apoio de setores médios que lhe deram o voto mas agora, diante de sua atuação patética e irresponsável, pedem seu afastamento, bairros de classe média alta como Leblon, São Conrado e Barra da Tijuca tiveram manifestações estrondosas. Não foi um protesto localizado em guetos tradicionais da esquerda como a Praça São Salvador ou Laranjeiras. A amplitude social da manifestação é uma claro indicador de que Bolsonaro está ficando isolado na presidência da República, onde fala e age quase sempre com o único propósito de satisfazer o grupo de fanáticos que lhe devota paixão irracional – por mais desastroso que seja seu desempenho.
O cientista político Paulo Baia, um dos mais competentes e ponderados analistas da cena nacional, resumiu assim o que viu em seu bairro, o Flamengo, agora há pouco:
– Impactante, a decepção da população em som de panelas batidas. Foi a maior panelaço que já ouvi no Flamengo. Qualquer panelaço anterior ao de hoje, parece coisa de amador
Ouça a manifestação em São Conrado. No condomínio Praia Guinle, onde residem alguns globais como Ana Maria Braga, Ricardo Pereira, Boninho, Gilberto Gil, Chico Pinheiro, além de ministros do STJ, o panelaço foi ensurdecedor.






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