Cinco vereadores de Niterói e um suplente do PL obtiveram, na Justiça, a suspensão de todas as sessões da semana, incluindo votações. A alegação é de que a presidência da Câmara niteroiense não teria respeitado o regimento da casa e o quinteto teria sido impedido de participar do Colégio de Líderes, do qual, pelo menos dois deles deveriam estar presentes, como também não foram avisados de uma sessão extraordinária, que demandaria 24h de agendamento, que não teria ocorrido.
A denúncia foi feita, primeiramente, em um vídeo encabeçado pelo vereador Daniel Marques (PL) que, ao lado de outros três vereadores, contou que deixaram a sessão de quarta-feira (2) em protesto contra o suposto boicote dos demais colegas, ocorrido no mesmo dia.
Dois partidos, ambos de oposição ao governo de Rodrigo Neves (PDT), estariam entre os prejudicados com as medidas tomadas pela presidência da casa: Partido Liberal, que contém quatro parlamentares, e o Podemos, que possui um vereador, portanto este líder da própria sigla. Além dos mandatários, um suplente do PL também recorreu ao tribunal em conjunto.
A decisão judicial repercutiu na cidade, como no perfil do Clube de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói, que fez um protesto nas redes sociais, pois a medida teria anulado votações como Internação Involuntária, para retirada compulsória de dependentes químicos das ruas; uma das principais reclamações do grupo; além de PLs como o bolsa atleta; o direito de passageiras e motoristas mulheres do Uber viajarem somente com pessoas do mesmo gênero etc.
A postagem rendeu comentário da vereadora Fernanda Louback (PL), que além de parlamentar, é lojista no município. Na resposta, Fernanda fala em desrespeito sofrido no trabalho como também promete ao CDL que votarão favoráveis às medidas.
Em nota à imprensa, o presidente da Câmara de Niterói, vereador Cal (União Brasil), nega o descumprimento do regimento e diz que as sessões anuladas votaram também projetos dos vereadores em questão.





