No Dia da Luta da População em Situação de Rua, celebrado em 19 de agosto, Niterói deu um passo importante na política de acolhimento social. A Prefeitura assinou um acordo de cooperação técnica com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para implantar no município o Centro Integrado de Atendimento às Pessoas em Situação de Rua (CIPOP), espaço que reunirá diversos serviços em um só local, com foco na reintegração social e no acesso a direitos.
O CIPOP Rua já funciona na capital, próximo à Central do Brasil, e Niterói será a segunda cidade fluminense a receber a iniciativa. O objetivo é oferecer atendimento mais rápido e desburocratizado para pessoas em situação de vulnerabilidade, incluindo emissão de documentos como RG e CPF, acesso a benefícios previdenciários, audiências de conciliação e até encaminhamento para vagas de emprego.
Durante a cerimônia de assinatura, o prefeito Rodrigo Neves destacou a relevância da medida.
“Acredito que essa questão do acolhimento e reinserção da população em situação de rua é um dos principais desafios no pós-pandemia no mundo todo. Essa assinatura representa um passo adiante nos programas de assistência social, de acolhimento e reinserção. O CIPOP vai somar ao trabalho que estamos desenvolvendo e trazer novas condições de acompanhamento para quem tanto precisa de ajuda”, afirmou.
Segundo o secretário de Assistência Social e Economia Solidária, Elton Teixeira, o modelo adotado em Niterói terá integração direta com toda a rede municipal de serviços e também com o Programa Recomeço, iniciativa que ampliará o atendimento integral à população vulnerável. “A ideia é facilitar a vida das pessoas que querem reconstruir sua trajetória, garantindo acesso à documentação, assistência e saúde pública”, explicou.
A parceria entre município, estado e governo federal pretende consolidar uma rede abrangente de apoio. Entre os órgãos envolvidos estão o Detran, a Fundação Leão 13, o Tribunal Regional do Trabalho e o Tribunal Regional Eleitoral, todos oferecendo serviços essenciais em um só espaço.
Para a desembargadora Renata Machado Cotta, presidente da Comissão de Articulação de Projetos Sociais do TJ-RJ, a assinatura simboliza mais do que um acordo. “Significa o reconhecimento da importância do trabalho em rede na busca de soluções integradas para enfrentar essa tragédia impiedosa que atinge mais de 330 mil pessoas em grandes centros urbanos do país”, afirmou.
Com a implantação do CIPOP, Niterói reforça sua estratégia de acolhimento e abre caminho para transformar a realidade de centenas de cidadãos em situação de rua, garantindo dignidade e novas oportunidades de recomeço.






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