O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado (25), em São Paulo, a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A convenção reuniu lideranças do partido, aliados políticos e representantes da direita internacional, consolidando o início da campanha do parlamentar para a disputa eleitoral de 2026. Um dos momentos de maior repercussão do evento foi a exibição de uma mensagem gravada pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O líder israelense, cuja condução dos ataques à Faixa de Gaza tem sido alvo de críticas internacionais, incluindo acusações de genocídio e investigações sobre possíveis crimes de guerra por tribunais internacionais, manifestou apoio público ao candidato brasileiro.
Na gravação exibida aos participantes da convenção, Netanyahu elogiou Flávio Bolsonaro e destacou a relação construída entre ambos.
“Flávio, meu amigo, quero te parabenizar pelo lançamento oficial da sua campanha. Você é um grande defensor do Brasil. Você é um grande defensor da amizade entre nossos povos. E eu sei que você vai levar o Brasil a voos cada vez mais altos. Parabéns”, declarou o premiê israelense.
A participação de Netanyahu integrou a estratégia do PL de destacar apoios da extrema direita internacional à candidatura de Flávio Bolsonaro.
Convenção reuniu aliados da extrema direita
O evento contou com a presença de familiares do candidato, parlamentares, dirigentes do PL e representantes de partidos aliados. Também participou da convenção o presidente da Argentina, Javier Milei, que fez um discurso em defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro e voltou a criticar governos de esquerda na América Latina.
A programação também incluiu uma manifestação de apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Sem a presença física do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso preventivamente por decisão judicial no âmbito da investigação sobre a tentativa de golpe de Estado, os organizadores recorreram ao uso de inteligência artificial para simular um pronunciamento do ex-chefe do Executivo durante o encontro.
A iniciativa buscou manter a participação simbólica de Jair Bolsonaro no lançamento da candidatura do filho.
Flávio faz críticas a Lula e ao STF
Em seu primeiro discurso como candidato oficial do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro adotou um tom de enfrentamento político e voltou a direcionar críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O senador afirmou que o Brasil teria sido “sequestrado” e declarou que pretende “libertar o país desse cativeiro”, mantendo o discurso adotado por lideranças do campo bolsonarista nos últimos anos.
As declarações reforçaram o posicionamento da campanha de oposição ao governo federal e às decisões da Suprema Corte, temas que devem ocupar espaço central na estratégia eleitoral do partido.
Netanyahu e a o genocídio em Gaza
A manifestação de apoio do primeiro-ministro israelense ocorre em meio à continuidade dos ataques à Faixa de Gaza.
A atuação do governo de Benjamin Netanyahu durante o conflito tem sido alvo de forte escrutínio internacional. Organizações internacionais, governos e entidades de direitos humanos acusam Israel de promover ataques que resultaram na morte de dezenas de milhares de palestinos e de provocar uma grave crise humanitária no território.
Além das críticas políticas, Netanyahu é alvo de procedimentos e investigações em instâncias internacionais relacionados à condução das operações militares em Gaza. O governo israelense, por sua vez, rejeita as acusações e afirma que suas ações têm como objetivo combater o grupo Hamas e garantir a segurança do país.
PL inicia campanha com foco na polarização
A convenção marcou o início oficial da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e evidenciou a estratégia do PL de manter a polarização política como eixo central da disputa eleitoral.
Com a participação de lideranças nacionais e estrangeiras alinhadas à direita, o partido procurou reforçar sua rede de alianças internacionais e apresentar unidade em torno da candidatura do senador fluminense para as eleições presidenciais de outubro.






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