‘Não teremos outra opção, senão matá-los’: Trump ameaça Hamas

Presidente dos EUA ameaça grupo terrorista após execuções de palestinos acusados de colaborar com Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o Hamas nesta quinta-feira (16), ao ameaçar “ir e matar” membros do grupo islamista caso as execuções públicas na Faixa de Gaza não cessem. A declaração foi feita em sua rede Truth Social e marca uma guinada agressiva na postura de Washington em meio ao frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

“Se o Hamas continuar matando gente em Gaza, o que não estava previsto no acordo [de cessar-fogo], não teremos outra opção senão ir e matá-los”, escreveu o presidente americano, em mensagem que repercutiu entre líderes do Oriente Médio e analistas de segurança.

A ameaça de Trump veio dois dias após o grupo palestino divulgar um vídeo mostrando execuções sumárias de supostos colaboradores de Israel nas ruas da Cidade de Gaza. O material, amplamente compartilhado nas redes sociais, provocou repúdio internacional e tensão sobre o futuro da trégua negociada por Washington.

Reação após contradições e nova escalada em Gaza

Na quarta-feira (15), Trump havia afirmado que “não seria necessário que o exército americano” interviesse em Gaza, depois de minimizar as execuções ao classificá-las como “assassinatos entre gangues”. A mudança de tom, portanto, reflete pressões internas e externas para que os Estados Unidos se posicionem de forma mais firme diante das violações do cessar-fogo.

Desde a retirada parcial das forças israelenses, em cumprimento ao acordo de trégua de 20 pontos proposto pelos EUA, o Hamas reforçou seu controle sobre áreas devastadas de Gaza e lançou ofensivas contra civis acusados de colaborar com Israel. O principal comandante americano no Oriente Médio, almirante Brad Cooper, já havia exigido que o grupo suspendesse os ataques e cumprisse os termos do plano mediado por Trump.

Cessar-fogo em risco e impasse sobre reféns

Na noite de quarta-feira, o Hamas afirmou ter entregue todos os corpos de reféns israelenses que conseguiu localizar, mas pediu “equipamento adicional” para recuperar os restos mortais de outros 19 sequestrados. O comunicado foi recebido com ceticismo em Tel-Aviv, e integrantes do gabinete do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu pediram o retorno imediato dos combates.

Segundo o acordo de cessar-fogo, o Hamas deveria entregar todos os reféns — vivos e mortos — até o último dia 13. Até agora, foram libertados 20 sobreviventes e devolvidos os corpos de 10 sequestrados. Outros 19 corpos ainda permanecem no território palestino, o que ameaça implodir o acordo mediado pelos Estados Unidos e reacender os confrontos na região.

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