Israel volta a bombardear Gaza e mata 11, diz Defesa Civil local

Exército israelense alega que ação mirava militantes do Hamas em Rafah, mas civis estão entre as vítimas, de acordo com autoridades palestinas

A Defesa Civil da Faixa de Gaza informou neste domingo (19) que ao menos 11 pessoas morreram em novos ataques aéreos conduzidos por Israel contra o território palestino, informam fontes locais e autoridades da região.

Segundo o porta-voz da Defesa Civil, Mahmud Bassal, seis das vítimas foram mortas quando um míssil atingiu um grupo de civis no norte da Faixa de Gaza. Outros ataques foram registrados na área de Rafah, no sul, onde o Exército israelense diz ter bombardeado posições do Hamas para eliminar “ameaças terroristas” e destruir túneis usados pelo grupo.

Escalada em meio ao cessar-fogo frágil

Os bombardeios ocorrem apesar do acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e o Hamas, que atravessa uma fase delicada. O pacto previa, entre outras medidas, a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, além da entrega dos corpos de vítimas do conflito. Israel acusa o Hamas de violar o acordo por não cumprir integralmente essa parte do compromisso.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o grupo palestino “pagará um preço alto” e que, se não compreender a mensagem dos ataques, a resposta militar será “ainda mais severa”.

Hamas nega confrontos

Em comunicado reproduzido pela mídia local, o Hamas negou ter participado de qualquer confronto recente em Rafah e declarou estar respeitando os termos do cessar-fogo. O movimento islâmico acusa Israel de provocar deliberadamente uma escalada para enfraquecer o processo de trégua.

As tensões crescentes reacendem o temor de que o frágil cessar-fogo volte a ruir, retomando uma espiral de violência que já deixou milhares de mortos e deslocados desde o início da ofensiva israelense em Gaza.

Metadescrição: Ataques israelenses em Gaza deixam 11 mortos, incluindo civis, segundo a Defesa Civil local; Israel diz mirar militantes do Hamas e ameaça ampliar operações caso grupo viole cessar-fogo.

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