O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) elogiou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de designar o secretário de Estado Marco Rubio como interlocutor nas negociações com o governo brasileiro sobre o tarifaço imposto por Washington. A declaração foi feita ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, nesta segunda-feira (06).
Segundo o parlamentar, Rubio é um político experiente e conhecedor do cenário latino-americano. “Achei ótima a escolha do presidente Trump. O secretário Marco Rubio é um latino, profundo conhecedor da América Latina. Ele conhece como ninguém as artimanhas da extrema-esquerda latina. Entende como funciona o aparelhamento do Poder Judiciário como instrumento de perseguição política. Não cairá na conversa mole do regime”, afirmou Eduardo ao colunista.
Um dos membros mais ideológicos do governo Trump
Rubio é senador pela Flórida e figura entre os membros mais ideológicos do governo Trump. Ele mantém boa relação com a família Bolsonaro e já fez críticas públicas, em redes sociais, ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Além disso, é responsável por intermediar decisões sobre sanções a autoridades brasileiras que tiveram vistos de entrada nos EUA suspensos durante o governo republicano.
Entre aliados de Trump, Rubio é visto como um político de linha dura e conservador em temas como política externa e segurança nacional. No Congresso americano, tem histórico de defesa de sanções contra regimes de esquerda na América Latina, incluindo Cuba, Venezuela e Nicarágua.
“Jogada de craque”, diz Sóstenes sobre indicação de Rubio
No Brasil, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro celebraram a nomeação de Rubio como um sinal de alinhamento ideológico. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, chegou a afirmar em entrevista à GloboNews que a escolha foi uma “jogada de craque” de Trump, destacando que o secretário faz parte da ala mais radical da administração republicana.
Do lado do governo brasileiro, a reação foi mais contida. Segundo ministros ouvidos pela coluna, a indicação de Rubio está sendo tratada com cautela, e a expectativa é de que o secretário de Estado adote uma postura pragmática nas negociações. A avaliação entre os auxiliares de Lula é que, embora Rubio tenha posições firmes, ele deve conduzir o diálogo buscando o interesse estratégico dos Estados Unidos e pode contribuir para um acordo comercial equilibrado.
Telefonema de meia hora
O telefonema entre Lula e Trump, ocorrido na manhã de segunda-feira, teve cerca de 30 minutos e foi descrito por ambos como “cordial” e “produtivo”. Na conversa, o presidente brasileiro pediu ao americano que reavaliasse o aumento das tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente os do agronegócio e da indústria de base.
O episódio marca mais um capítulo do esforço diplomático do governo Lula para conter os efeitos do tarifaço americano, ao mesmo tempo em que revela a tentativa de aproximação com o novo governo republicano nos Estados Unidos.






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