O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro de líderes do Caribe em Georgetown, Guiana, voltou a acusar Israel de promover um genocídio na Faixa de Gaza. Em sua fala, Lula ressaltou a preocupação com o impacto na humanidade e a priorização de gastos militares em detrimento de investimentos contra a fome:
“O genocídio na Faixa de Gaza afeta toda nossa humanidade, porque questiona nosso próprio senso de humanidade, e confirma uma vez mais a preferência pelos gastos militares em vez de investimentos ao combate à fome, na Palestina, África, América do Sul e Caribe”, afirmou.
Ao abordar a Guerra da Ucrânia, Lula destacou o alto custo de armamentos, afirmando que os US$ 2,2 trilhões anuais destinados a esse fim afetam globalmente, encarecendo alimentos e fertilizantes.
“Todos sabemos que guerras provocam destruição, sofrimento e mortes, sobretudo de civis e inocentes. O Brasil seguirá lutando pela paz mundial. Uma guerra na distante Ucrânia afeta todo o planeta porque encarece os preços de alimentos e fertilizantes”, disse.
Quanto à relação com os países caribenhos, Lula defendeu a autonomia da região em meio às rivalidades geopolíticas. Referindo-se à disputa territorial entre Guiana e Venezuela, ressaltou a importância de manter a região como zona de paz.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, elogiou Lula como “uma voz racional e de estabilidade” na região. Destacou o papel crucial do ex-presidente na liderança regional e mencionou a reunião bilateral entre Lula, Ali e o líder do Suriname. Na quinta-feira (29), está programado um encontro bilateral em Georgetown, incluindo a inauguração de uma sala com o nome de Lula. O presidente ainda se encontrará com a primeira-ministra de Barbados, Mia Amor Mottley.
Com informações da Folha de S.Paulo]





