Uma tentativa de golpe milionário terminou em prisão em família na Zona Oeste do Rio. Uma mulher e o tio dela foram presos em flagrante por policiais civis da 12ª DP (Copacabana) após tentarem desviar mais de R$ 1 milhão de uma conta bancária inativa, cujo titular mora atualmente na Austrália.
A dupla foi detida na sexta-feira (13), em um bar na Barra da Tijuca, depois que investigadores acompanharam a movimentação da suspeita desde uma agência bancária. O caso foi divulgado nesta segunda-feira (16).
Desconfiança da gerente levou à investigação
As diligências começaram quando a gerente de uma agência acionou a polícia ao suspeitar da autenticidade de uma procuração apresentada por uma mulher que tentava movimentar a conta, que estava inativa, mas tinha saldo superior a R$ 1 milhão.
Enquanto o documento passava por análise na central de validação do banco, a mulher deixou o local alegando que iria “tomar um café”.
Policiais disfarçados passaram a monitorar a movimentação e seguiram a mulher até um bar na Barra da Tijuca, onde ela se encontrou com dois familiares. Durante a vigilância, os agentes ouviram um dos envolvidos perguntar se “havia dado certo”, recebendo resposta positiva.
Diante da situação, a equipe realizou a abordagem e levou todos para a delegacia.
Procuração era falsa
Em contato com o cartório no Ceará, onde a procuração teria sido emitida, a polícia confirmou que o documento era falso.
Em depoimento, a mulher admitiu que sabia da fraude e afirmou ter sido convidada pelo tio para participar do esquema. O homem também confessou que tinha conhecimento da falsidade da documentação e disse que o plano teria sido articulado por um terceiro envolvido, que mora no Ceará.
Segundo a investigação, o objetivo era transferir o dinheiro da conta e dividir o valor entre os participantes.
Uma terceira pessoa que estava no encontro alegou não saber do golpe, versão confirmada pelos demais envolvidos.
Crimes e investigação
A mulher e o tio foram autuados em flagrante por tentativa de estelionato e associação criminosa. A Polícia Civil continua as investigações para identificar como o grupo teve acesso aos dados da conta bancária e se há outros envolvidos no esquema.






Deixe um comentário