Israel mata chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã em ataque a Teerã

General Majid Khademi morre em bombardeio e tensão entre países se intensifica

O chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Majid Khademi, foi morto nesta segunda-feira (6) após um bombardeio israelense na capital Teerã. A informação foi confirmada tanto por autoridades iranianas quanto pelo Exército de Israel.

A morte do general ocorre em meio à escalada de tensão no conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, que se intensificou nos últimos meses com uma série de ataques direcionados a figuras estratégicas do regime iraniano e resposta dura de Teerã.

Confirmação oficial e versões do ataque

Em comunicado divulgado por canais oficiais, a Guarda Revolucionária afirmou: “O general Majid Khademi, poderoso e experiente dirigente da Organização de Inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, morreu como mártir no ataque terrorista criminoso do inimigo americano-sionista (…) hoje ao amanhecer”.

Horas depois, o Exército israelense confirmou a operação e declarou ter realizado um bombardeio de precisão na capital iraniana. Até o momento, não há confirmação oficial sobre outros mortos ou feridos na ação.

Perfil de um comandante estratégico

Khademi era considerado uma figura de peso dentro da estrutura militar iraniana. Segundo autoridades de Teerã, ele dedicou cerca de cinco décadas de serviço à Guarda Revolucionária, acumulando experiência em operações estratégicas e inteligência.

Israel classificou o general como “um dos comandantes mais graduados” da corporação, destacando sua “ampla experiência militar” ao longo de anos de atuação. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que Khademi ocupava uma posição entre as mais altas da hierarquia da Guarda.

Acusações e papel na estrutura do regime

Em comunicado oficial, o Exército israelense atribuiu ao general um papel central em operações consideradas hostis. “Khademi foi uma figura-chave para reunir inteligência [militar] utilizada para avançar e executar atividades terroristas contra Israel. Ele também participou de tentativas de atingir indivíduos americanos e era responsável por monitorar civis iranianos como parte da repressão do regime a protestos internos”, afirmou a força militar.

Khademi havia assumido o comando da inteligência da Guarda Revolucionária há menos de um ano, após a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, também em uma ação atribuída a Israel durante a chamada Guerra de 12 dias, em junho de 2025.

Sequência de ataques a lideranças iranianas

A morte do general integra uma sequência de operações que têm como alvo autoridades de alto escalão do Irã desde o início da atual fase do conflito, no fim de fevereiro.

Entre as perdas mais significativas registradas até agora estão o líder supremo Ali Khamenei, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani e o comandante naval Alireza Tangsiri, responsável por operações no estratégico Estreito de Ormuz.

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