Funeral do chefe do Hamas morto em ataque começa nesta quinta-feira no Irã; sepultamento será em Doha, no Catar

Irã e Hamas acusam Israel pelo ataque, que não assume nem nega

O funeral do chefe do grupo terrorista Hamas Ismail Haniyeh começa nesta quinta-feira (1º) em Teerã, no Irã. Ele morreu após um bombardeio na capital do país na quarta-feira (31). Após a cerimônia, o corpo será levado para Doha, no Catar, onde será enterrado na sexta-feira (2).

O Irã decretou luto oficial de três dias pela morte de Haniyeh e disse que o funeral será um evento “aberto e público”. O espaço aéreo da região onde a cerimônia será realizada será fechado por cerca de seis horas.

Haniyeh estava em Teerã para a posse do novo presidente iraniano.

Israel não assumiu a autoria do assassinato de Haniyeh. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse apenas que seu país deu “golpes esmagadores” em aliados do Irã, mas não mencionou o chefe do Hamas.

Mesmo sem que o governo israelense tenha assumido autoria pela morte, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, prometeu “punição severa” para Israel. O novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, criticou a ação dentro do país. Ele afirmou que o Irã “defenderá sua integridade territorial” e disse que “Israel se arrependerá pelo assassinato covarde”.

Khamenei ordenou o ataque direto a Israel durante uma reunião de emergência do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã na manhã de quarta, logo após o país anunciar a morte de Haniyeh, segundo três autoridades iranianas não identificadas ouvidas pelo “New York Times”, incluindo dois membros da Guarda Revolucionária iraniana.

Netanyahu disse em pronunciamento na TV nacional israelense que vai cobrar um preço alto por qualquer agressão contra Israel.

Assassinato de chefe do Hamas

Haniyeh, o principal nome do braço político do grupo terrorista Hamas, foi assassinado na madrugada desta quarta-feira durante uma visita a Teerã, no Irã, para a posse do novo presidente iraniano, segundo o Hamas confirmou em um comunicado.

O porta-voz do governo israelense disse que não fará “comentários sobre a morte de Haniyeh”, mas afirmou também estar em alerta máximo para possíveis retaliações por parte do Irã. O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, declarou que “Israel não quer guerra, mas estamos preparados para todas as possibilidades”.

Sobre a ameaça do governo iraniano, o ministro disse que Israel está preparo e que vai cobrar um “preço alto” por qualquer ataque.

Escalada da tensão

Israel e Irã estão em uma escalada de tensões nos últimos meses. Os israelenses travam batalhas com grupos armados aliados do país, como Hamas, Hezbollah e a Guarda Revolucionária iraniana. Em abril, os iranianos dispararam mais de 300 mísseis e drones em direção ao território israelense em retaliação ao assassinato por Israel de um comandante da Guarda na embaixada iraniana na Síria.

O comandante da Força Aérea de Israel, major-general Tomer Bar, disse que dezenas de aeronaves, tripuladas e não tripuladas, estão “prontas e preparadas em questão de minutos para qualquer cenário, em qualquer frente”. “Agiremos contra qualquer um que planeje causar danos aos cidadãos do Estado de Israel. Não há lugar que seja longe demais para nós atingirmos”, afirmou Bar.

Com informações do portal G1

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