Chefe da Guarda Revolucionária do Irã morre em ataque de Israel, confirma governo iraniano

Morte de general, uma figura poderosa do Exército iraniano, pode provocar forte reação de Teerã

O general Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, foi morto durante um ataque aéreo conduzido por Israel na madrugada desta quinta-feira (12), segundo confirmação do próprio governo iraniano. A ação representa um novo e significativo ponto de inflexão no já tenso cenário entre os dois países, marcado por hostilidades militares e acusações mútuas nos últimos meses.

Salami era uma das figuras mais influentes do aparato de segurança iraniano. Desde 2019, chefiava a Guarda Revolucionária, força de elite criada após a Revolução Islâmica de 1979 e encarregada da proteção do regime e da condução de operações externas e internas — incluindo repressão a protestos e ações em territórios aliados como Síria e Líbano.

A morte do comandante é tratada como um golpe profundo na estrutura de comando das forças armadas do Irã. Fontes militares israelenses indicaram ao The Israel Times que a ofensiva pode ter atingido outros nomes estratégicos do regime, incluindo o chefe do Estado-Maior iraniano, general Mohammad Bagheri, e dois importantes cientistas nucleares.

“É cada vez mais provável que o chefe do exército iraniano e os principais cientistas nucleares sejam eliminados”, afirmou uma autoridade de defesa de Israel, referindo-se a Bagheri, Fereydoun Abbasi-Davani e Mohammad Mehdi Tehranchi. Segundo a emissora estatal iraniana, os dois cientistas teriam morrido no mesmo ataque, mas ainda não houve confirmação oficial por parte de Teerã.

O bombardeio faz parte da operação “Nação de Leões”, desencadeada por Israel com o objetivo declarado de neutralizar o avanço do programa nuclear iraniano. Autoridades israelenses consideram a eliminação de quadros técnicos e militares centrais como uma resposta preventiva contra o que enxergam como ameaça iminente à segurança nacional.

O episódio amplia o risco de uma escalada militar direta entre Irã e Israel, com potenciais repercussões em toda a região do Oriente Médio. Analistas apontam que a retaliação iraniana pode envolver ataques a aliados israelenses ou intensificação de ações por grupos como Hezbollah e Houthis.

Ainda não há manifestação oficial dos Estados Unidos ou da ONU sobre o ataque e suas consequências. A comunidade internacional acompanha com preocupação os desdobramentos, temendo um conflito regional mais amplo.

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