Uma operação da Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida resgatou, na manhã desta quarta-feira (19), uma mulher de 36 anos que era mantida em cárcere privado e submetida a severas agressões pelo próprio companheiro no bairro São Sebastião, em Barra Mansa. A ação, que ganhou forte repercussão na cidade, começou após uma denúncia feita um dia antes. O suspeito conseguiu fugir ao perceber a chegada da polícia e ainda é procurado.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima estava confinada desde o último domingo (16) e foi libertada por volta das 9h30, após um cerco montado pelas equipes. Ela relatou ter passado por espancamentos diários, imobilizações com amarrações nas mãos e pés, agressões com pedaço de madeira, puxões de cabelo, socos e chutes. A mulher também denunciou ter sido alvo de violência sexual cometida com madeira, além de sofrer tortura psicológica, vigilância constante — inclusive no banheiro — e destruição do celular para impedir pedidos de socorro.
A vítima ficou mais de três dias sem alimentação, com controle restrito de água, e apresentava sinais evidentes de desidratação e extrema fraqueza. Ela tinha múltiplas lesões pelo corpo, incluindo ferimento grave na região íntima.
A filha do casal, de 9 anos, também estava na residência, mas não foi agredida. No entanto, presenciou todas as agressões cometidas contra a mãe.
Após o resgate, mãe e filha foram levadas ao Hospital da Mulher, onde receberam atendimento médico. Em seguida, a vítima foi encaminhada à 90ª DP (Barra Mansa), que assumiu a investigação. O agressor, de 40 anos, segue foragido.
O caso está sendo investigado como cárcere privado, lesão corporal, tortura, violência sexual e outros crimes previstos na Lei Maria da Penha. As buscas pelo suspeito continuam.






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