O regime do Irã realizou, neste sábado (4), ataques contra áreas residenciais em países do Oriente Médio e acusou Estados Unidos e Israel de bombardearem regiões próximas a uma usina nuclear estratégica.
A usina de Bushehr, localizada no sul iraniano e operada com tecnologia russa, voltou ao centro das tensões. Segundo Teerã, esta é a quarta vez, desde o início do conflito, que áreas próximas ao complexo são atingidas por explosões.
Um funcionário morreu no local, e a Rússia, responsável por apoio operacional, decidiu retirar quase 200 trabalhadores da instalação.
AIEA alerta para risco nuclear e cobra restrições militares
O governo iraniano responsabiliza Washington e Tel Aviv pelo ataque, mas até o momento não houve confirmação oficial por parte dos dois países.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que foi notificada sobre o incidente e afirmou que não houve aumento nos níveis de radiação.
O diretor da agência, Rafael Grossi, manifestou preocupação e reforçou que instalações nucleares nunca devem ser alvo de ataques, defendendo restrições a operações militares nessas áreas.
Israel e Estados Unidos mantiveram ofensivas contra alvos iranianos ao longo do dia. Em Teerã, um bombardeio atingiu uma universidade no norte da capital.
Ofensiva atinge indústria petroquímica e amplia número de vítimas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que os ataques focaram a indústria petroquímica iraniana, com alvos ligados à produção de materiais explosivos.
Segundo a imprensa estatal iraniana, ao menos cinco pessoas morreram e cerca de 170 ficaram feridas após um ataque a um complexo petroquímico.
A escalada também atingiu o Líbano, onde Israel bombardeou áreas associadas ao grupo Hezbollah. Na cidade de Tiro, no sul do país, edifícios ficaram em ruínas.
Na capital, Beirute, explosões destruíram um posto de gasolina em região suburbana. O conflito já provocou o deslocamento de cerca de um quinto da população libanesa e deixou mais de 1.300 mortos.
Conflito se espalha pelo Golfo e afeta comércio global
Na Europa, governos intensificam a pressão por uma solução diplomática, descartando, por enquanto, uma ação militar para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz.
Atualmente, cerca de 2 mil embarcações permanecem paradas no Golfo Pérsico. O Irã liberou apenas cerca de 150 navios desde o início da guerra — número muito abaixo da média diária antes do conflito.
Mesmo os navios autorizados enfrentam restrições: a rota foi alterada para contornar a ilha de Larak e se aproximar do território iraniano, ampliando o controle militar sobre a região.
A TV estatal iraniana também relatou um ataque contra um cargueiro israelense, enquanto novas ofensivas foram registradas em países vizinhos.
Ataques atingem Iraque, Emirados e Israel
No Iraque, a cidade de Basra sofreu destruição em um complexo logístico ligado à indústria do petróleo.
Nos Emirados Árabes Unidos, autoridades afirmaram ter interceptado 23 mísseis balísticos e 56 drones iranianos em apenas um dia.
No Barein, ataques atingiram carros, residências e áreas civis, ampliando o impacto humanitário do conflito.
Em Israel, destroços de um míssil caíram sobre uma escola na cidade de Ramat Gan, a cerca de 130 km de Tel Aviv, além de destruir uma residência. Em Petah Tikva, prédios residenciais também foram atingidos, intensificando o clima de medo entre civis.
O conflito segue sem sinais de desaceleração, enquanto cresce a preocupação internacional com uma possível escalada ainda mais grave na região.






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