A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), responsável pela gestão da participação brasileira na Usina de Itaipu e pelas usinas nucleares de Angra, registrou mais uma baixa em sua diretoria executiva, segundo informações do repórter Lauro Jardim, em sua coluna no Globo. O diretor de Comercialização de Energia, Projetos Estratégicos e Estudos de Mercado, Wander Azevedo, deixou o cargo para assumir uma nova função na Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA).
A mudança ocorre, informa Lauro, em um momento em que a estatal já enfrenta um quadro reduzido de dirigentes. Atualmente, apenas três dos cinco cargos previstos para a diretoria executiva estão ocupados, situação que vem chamando a atenção por causa do acúmulo de funções na administração da empresa.
Saída fortalece mudanças na cúpula da ENBPar
Lauro Jardim informa também que Wander Azevedo passará a integrar a diretoria de Gestão da PPSA, empresa pública responsável por representar a União nos contratos de partilha da produção do pré-sal.
Nos bastidores, revela Lauro, o nome mais cotado para assumir a vaga deixada pelo executivo é o do gerente Mauricio Mathias Rabelo de Morais, apontado como indicado pelo deputado federal Antonio Brito (PSD-BA), líder do partido na Câmara dos Deputados.
Apesar das especulações, a ENBPar informou apenas que já iniciou os procedimentos necessários para preencher o cargo, sem divulgar uma data para a escolha do novo diretor, segundo o repórter.
Empresa opera com apenas três diretores
A saída de Azevedo, prossegue Lauro, amplia o cenário de vacância na diretoria da estatal. Desde novembro do ano passado, quando o então diretor de Finanças, Armando Casado, renunciou ao cargo, a posição permanece sem um titular definitivo.
Enquanto a vaga não é preenchida, o diretor-presidente da ENBPar, Marlos Andrade, acumula interinamente a função financeira, concentrando duas atribuições estratégicas dentro da empresa.
Esse modelo de gestão tem sido alvo de questionamentos por parte de órgãos de controle, que avaliam possíveis impactos na governança da estatal.
Acúmulo de funções está sob análise
Entre os pontos observados pelos órgãos fiscalizadores está a possibilidade de conflito de interesses decorrente do acúmulo de cargos pelo presidente da ENBPar.
Também é analisado o fato de Marlos Andrade exercer influência ampliada nas decisões colegiadas da diretoria executiva, uma vez que, além do voto como presidente, o acúmulo da função pode ampliar sua participação em deliberações estratégicas.
Sem previsão oficial para a nomeação dos novos diretores, a estatal segue funcionando com sua estrutura administrativa incompleta, enquanto conduz o processo para recompor a alta gestão, conclui Lauro Jardim.






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