O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (22) o início do processo de consulta pública para concluir as obras da usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis.
Estima-se que sejam necessários cerca de R$ 15 bilhões para finalizar o projeto. Até o momento, foram investidos cerca de R$ 8,5 bilhões, e aproximadamente 65% das obras físicas já foram concluídas, de acordo com fontes do setor. A expectativa é que a usina entre em operação por volta de 2030.
Durante o período de consulta pública, estarão disponíveis as minutas do edital para contratação dos serviços de engenharia e construção (conhecido como EPC). Essas minutas foram elaboradas com o auxílio do BNDES, responsável pela modelagem técnica, financeira e jurídica do projeto. O processo de consulta pública está programado para encerrar no fim de abril.
“O processo licitatório terá alcance internacional e buscará selecionar uma empresa ou consórcio com a experiência necessária para concluir as obras da usina, com posterior transferência da operação à Eletronuclear”, afirmou o BNDES em comunicado.
No ano de 2021, o processo de licitação para a construção dos prédios nucleares, incluindo aqueles que abrigam o reator nuclear, foi suspenso devido ao aumento nos preços das matérias-primas essenciais para a construção civil, em decorrência da pandemia. Na ocasião, mais de 20 empresas demonstraram interesse em participar das obras. O processo foi retomado no ano seguinte.
Segundo uma fonte, o objetivo atual é concluir as obras civis e a montagem eletromecânica da usina. Espera-se que o processo de licitação seja finalizado ainda neste ano, gerando mais de sete mil empregos diretos durante o pico das obras.
O BNDES explicou que a consulta pública tem como objetivo receber contribuições para aprimorar os documentos antes do lançamento do edital de licitação. Além disso, os estudos de modelagem do projeto estão em revisão após questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU).
Os estudos serão encaminhados ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para subsidiar o cálculo do preço da energia a ser adotado no novo contrato de comercialização de energia de Angra 3.
A Eletronuclear é uma subsidiária da ENBPar, estatal responsável pela gestão de Itaipu e Eletronuclear após a privatização da Eletrobras, durante o governo de Jair Bolsonaro.
Com informações de O Globo.





