MPRJ recomenda suspensão de obras em Castelinho da Cruz Vermelha, em Nova Iguaçu

O prédio foi construído na década de 1920 e é um dos mais importantes patrimônios do período áureo da citricultura no município

A 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Nova Iguaçu recomendou que a Prefeitura da cidade determine a suspensão imediata de qualquer obra ou intervenção no casarão da Cruz Vermelha. A recomendação foi expedida na segunda-feira (28). Localizado na Rua Coronel Bernardino de Melo, no centro de Nova Iguaçu, o casarão é tombado e está desocupado há mais de um ano.

O objetivo da recomendação do Ministério Público do Rio (MPRJ) é impedir que sejam alteradas as características do imóvel, seja na fachada ou na parte interna. De acordo com a Promotoria, matérias publicadas na imprensa demonstram que as intervenções já estão em fase de remoção das portas internas, o que demonstra a iminência do risco de dano irreversível ao patrimônio histórico e cultural da cidade.

Conhecido como Castelinho da Cruz Vermelha, o prédio foi construído na década de 1920 e tem referências da arquitetura que podem ser vistas na estilização das mãos francesas, nas esquadrias e nas pilastras com rusticação. Seu primeiro proprietário foi o coronel Sebastião Herculano de Mattos, importante nome na história de Nova Iguaçu.

O MPRJ também designou uma reunião para a próxima semana, para que o Município de Nova Iguaçu apresente relatório das ações adotadas, a documentação do bem tombado e preste os esclarecimentos necessários sobre os fatos em apuração.

No último dia 11 a Prefeitura de Nova Iguaçu impediu que o prédio fosse ao chão. O imóvel estava disponível para aluguel ou venda. Uma denúncia feita à prefeitura revelou que o prédio estava passando por obra irregular.

“Fomos informados que o prédio, que é tombado pela Lei Orgânica Municipal e, portanto, não pode ser modificado ou demolido, estava sendo destruído. Nossas equipes foram imediatamente ao local e constataram que paredes já haviam sido derrubadas e portas originais retiradas”, afirmou o prefeito Dudu Reina.

“Este imóvel centenário é um dos mais importantes patrimônios do período áureo da citricultura de Nova Iguaçu. Graças às denúncias, chegamos a tempo de impedir que a demolição fosse concretizada”, disse o secretário municipal de Cultura, Marcus Monteiro, que acompanhou a vistoria no endereço.

Após o flagrante, uma ocorrência foi registrada na 52ª DP (Nova Iguaçu).

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