O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou, nesta segunda-feira (11), 23 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa e praticar lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, o grupo operava um sofisticado esquema de estelionato eletrônico que vitimou mais de 60 idosos em diversas regiões do estado.
A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial do Núcleo Nova Iguaçu. Os nomes dos denunciados não foram divulgados pelo MPRJ.
De acordo com a denúncia, a organização criminosa (ORCRIM) era estruturada em núcleos operacionais com divisão de funções e atuação coordenada. Parte dos integrantes se passava por funcionários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para abordar as vítimas em suas residências. Durante as visitas, coletavam documentos e fotografavam os idosos sob o pretexto de realizar uma “atualização cadastral”.
Com essas informações, o grupo abria contas digitais em nome das vítimas e contratava empréstimos consignados fraudulentos. Os valores obtidos eram transferidos para contas de terceiros — os chamados “laranjas” — e, posteriormente, repassados aos líderes do esquema.
Alguns denunciados colaboraram com as apurações, entregando documentos e permitindo acesso às suas contas bancárias. A análise desses dados, aliada a relatórios de inteligência financeira, revelou movimentações incompatíveis com a renda declarada e fortes indícios de lavagem de dinheiro.
Na ação, o MPRJ pede a fixação de um valor mínimo de indenização equivalente a 100 salários-mínimos por vítima, a prisão preventiva dos cinco principais líderes da ORCRIM e o bloqueio judicial das contas bancárias de todos os denunciados, incluindo a empresa apontada como fachada para as atividades ilícitas.






Deixe um comentário