O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro cumpriu, nesta terça-feira (15), três mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma milícia e extorquir moradores de um condomínio em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio.
As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa e cumpridas por agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), com apoio de policiais do 35º BPM (Itaboraí). Os alvos dos mandados são endereços residenciais e uma empresa, todos na cidade. Nestes locais, os agentes apreenderam celulares e um notebook.
A investigação começou após denúncias anônimas encaminhadas ao Ministério Público. Segundo os relatos, o síndico de um condomínio teria sido coagido por homens armados a contratar uma empresa específica para prestar o serviço de segurança do local.
Como funcionava o esquema
Antes da contratação, os moradores pagavam diretamente aos vigilantes. De acordo com as investigações, após a ação dos suspeitos, a empresa passou a intermediar o serviço.
O esquema, segundo o MPRJ, não teria provocado mudanças na segurança oferecida. Os mesmos vigilantes continuaram trabalhando, com as mesmas escalas e equipamentos. A diferença estava no valor cobrado: o serviço passou a custar o dobro.
Os mandados desta terça-feira fazem parte do avanço das investigações sobre a possível atuação de uma organização criminosa voltada à exploração de serviços e à cobrança de valores de moradores.







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