A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) no Rio de Janeiro denunciou o deputado estadual Rodrigo Amorim (PTB-RJ) por violência política de gênero contra a vereadora de Niterói Benny Briolly (PSOL). De acordo com a denúncia, Amorim assediou, constrangeu e humilhou a vereadora durante um discurso na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no dia 17 de maio, por menosprezá-la e discriminá-la por sua condição de mulher trans. Para o Ministério Público Eleitoral, a ação do deputado tinha o objetivo de impedir o desempenho do mandato da vereadora. Segundo o Código Eleitoral, a pena para esse tipo de crime é de um a quatro anos de prisão e multa.
Amorim foi denunciado por usar termos como “aberração da natureza” e “boizebu” para se referir à vereadora durante uma sessão da Alerj. A declaração do parlamentar veio após a fala da deputada estadual Renata Souza (Psol). Ao ser interrompida, a deputada denunciou ofensas proferidas em meio a gritos, e disse que se as pessoas poderiam “vaiar, urrar ou mugir, como bois”, mas que não toleraria ofensas.
Ao tomar o direito à fala, Amorim afirmou que Renata Souza teria cometido quebra de decoro e não poderia chamar os bolsonaristas de bois. Disse, ainda, que ela “não olhava para a própria bancada”. Em seguida, passou a se referir à vereadora Benny Briolly com insultos.
“Hoje, na Câmara Municipal, o vereador que parece um porco humano estava lá chorando e dizendo que eu era gordofóbico, mas ela pode se referir aos outros como boi? Talvez não enxergue a sua própria bancada, que tem lá em Niterói um ‘boizebu’, que é uma aberração da natureza, aquele ser que está ali”, disse o deputado, na sessão do dia 17 de maio.






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