O motorista que atropelou e matou Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, na tarde de sábado (16), em Ipanema, na Zona Sul do Rio, disse em depoimento que dirigia o veículo elétrico pela terceira vez e que ele já vinha apresentando falhas.
Segundo Lucas Leandro do Espírito Santo Marques, ele havia começado a trabalhar como entregador uma semana antes do acidente. O condutor relatou ainda que seguia pela Rua Visconde de Pirajá e, ao tentar mudar de faixa, percebeu que o volante travou.
No relato, Lucas declarou que tentou frear, mas depois observou que não havia marcas de frenagem no asfalto.
Problemas mecânicos
Lucas também afirmou que o veículo apresentava problemas mecânicos frequentes. De acordo com o depoimento, era comum a direção travar no momento de dar partida, sendo necessário movimentar o volante junto com a chave para conseguir ligar a van.
Ele disse ainda que outros entregadores relatavam panes semelhantes e que a ajudante que o acompanhava comentou que os veículos da frota “dão problema toda hora”.
No momento do acidente, a van transportava cerca de 180 encomendas, praticamente ocupando todo o compartimento de carga. O motorista afirmou que precisava cumprir meta de aproximadamente 150 entregas em um período médio de 6h.
Vítima era filha de diplomatas
Mariana havia se mudado recentemente para o Rio, onde começaria a trabalhar em uma multinacional.
Ela era filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para temas de paz e segurança, e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires.
A investigação apura se houve falha mecânica no veículo e demais circunstâncias do atropelamento.






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