Um grupo de motociclistas, entre homens e mulheres, realizou um protesto com buzinaço que saiu da Praça da Bandeira, na Zona Norte do Rio, até a orla de Copacabana, na Zona Sul da capital, na manhã deste sábado (16). O ato contra os casos de feminicídio, ocorre dois dias após o assassinato de Paloma Batista de Oliveira, de 29 anos, em Nilópolis, na Baixada Fluminense.
Os presentes passaram pelo Centro e pelo Aterro do Flamengo até a orla na Zona Sul. Durante o percurso, foram distribuídos materiais informativos sobre canais de denúncia, como o Disque 180, e exibidos cartazes com mensagens de conscientização. A bicampeã de jiu-jitsu Alessandra Mathias conduziu uma demonstração de defesa pessoal aberta ao público.
A Polícia Militar e Guarda Municipal acompanharam o ato garantindo a segurança dos participantes e coordenando o trânsito.
Dados sobre violência contra a mulher
Segundo dados do Panorama da Violência contra a Mulher, do Instituto de Segurança Pública (ISP), por dia, 22 mulheres são vítimas de violência em todo estado.
O mesmo panorama mostra que, em 2024 foram registrados 107 casos de feminicídio no Rio de Janeiro, um índice que representa um aumento de 8% em relação a 2023. Além disso, ocorreram 370 denúncias de tentativa de feminicídio, o maior número da série histórica, segundo a pesquisa.
Feminicídio em Nilópolis
Paloma Batista de Oliveira foi encontrada morta em sua residência na noite de quinta-feira (14), com sinais de espancamento. O principal suspeito é o ex-namorado da vítima, que está foragido. Paloma deixa três filhos pequenos, de 4, 6 e 11 anos, que ficaram sob tutela da família.
Em entrevista, a mãe da vítima, Maria Verônica de Oliveira Vieira, fez um apelo emocionado por justiça. “Eu quero que ele pague pelo que ele fez. Ele vai sentir na pele a dor de uma mãe perder uma filha com tanta barbaridade como essa”, afirmou. A mulher será enterrada na tarde deste sábado (16), no Cemitério de Belford Roxo.






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