Morreu neste sábado, (15), o médico e dirigente Celso Corrêa de Barros, aos 73 anos, vítima de um infarto fulminante. Ex-presidente da Unimed Rio, ele teve papel relevante para o Fluminense, clube no qual ele se tornou uma das figuras mais influentes das últimas décadas.
Barros completou 73 anos em janeiro e teve carreira destacada na medicina, atuando como pediatra e exercendo cargos de liderança no Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, no Cremerj e na Associação Médica Brasileira. Mas foi no futebol que seu nome ganhou projeção nacional.
A era Unimed e a reconstrução tricolor
Presidente da Unimed Rio entre 1999 e 2014, Barros comandou o período em que a cooperativa se tornou a principal patrocinadora do Fluminense. O apoio financeiro robusto ajudou o clube a renascer após a queda para a Série C e permitiu a montagem de elencos estrelados, que marcaram época nas Laranjeiras.
Sob sua gestão, o Fluminense conquistou títulos expressivos, como a Copa do Brasil de 2007 e os Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2012, além dos Cariocas de 2002, 2005 e 2012. Foi também graças ao investimento que jogadores consagrados vestiram a camisa tricolor, entre eles Romário, Edmundo, Fred, Conca e Deco.
A volta ao clube e a ruptura política
Cinco anos após o fim da parceria com a Unimed, Barros voltou ao cenário político do clube ao ser eleito vice-presidente geral na chapa encabeçada por Mário Bittencourt. A aliança, no entanto, não resistiu ao primeiro mandato: os dois romperam, e Barros passou à oposição interna.
A partir de então, ele se tornou uma das principais vozes críticas à direção atual e articulou sua candidatura à presidência do Fluminense para o triênio 2026-2028.
Infarto no dia da homologação das chapas
O infarto ocorreu justamente no dia limite para a homologação das chapas que disputarão a eleição marcada para 29 de novembro. Barros era pré-candidato e vinha intensificando articulações para consolidar sua posição na corrida eleitoral.
Após o anúncio da morte, o pré-candidato situacionista Mattheus Montenegro suspendeu todas as atividades de campanha, afirmando que a decisão foi tomada em respeito à “trajetória como tricolor apaixonado” de Celso Barros.
Legado dentro e fora do clube
Para além do futebol, Barros deixa reconhecida contribuição à medicina e ao associativismo profissional. Para o Fluminense, sua passagem representa um dos capítulos mais marcantes da história recente, responsável por recolocar o clube entre os protagonistas do país.






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