A Unimed Ferj prevê retomar integralmente os atendimentos do Hospital Unimed, localizado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, até o fim de março. A unidade, considerada a única estrutura própria de alta complexidade da operadora na capital fluminense, vinha funcionando de forma parcial devido à crise financeira enfrentada pela cooperativa.
Segundo o presidente da Unimed Ferj, o médico João Alberto da Cruz, a retomada completa dos serviços só foi possível após um acordo que transferiu parte dos custos operacionais para a Unimed do Brasil, entidade responsável pela gestão da marca e que passou a auxiliar na reestruturação da operadora fluminense.
O hospital tem capacidade para 211 leitos, mas apenas 60 estavam em funcionamento durante o período mais crítico da crise, o que impactou diretamente o atendimento aos beneficiários do plano de saúde.
Acordo financeiro garante funcionamento da unidade
De acordo com a direção da Unimed Ferj, a operação mensal do hospital gira em torno de R$ 30 milhões, considerando despesas com equipes médicas, manutenção da estrutura, compra de medicamentos e outros insumos hospitalares.
Com o novo acordo, a Unimed do Brasil assumiu o compromisso de arcar com esses custos operacionais, o que permitirá a reabertura gradual de setores da unidade até que toda a estrutura esteja novamente disponível para os pacientes.
A retomada das atividades será feita de forma progressiva, permitindo que equipes médicas e administrativas reorganizem o fluxo de atendimento e os serviços oferecidos.
Prontos-socorros serão porta de entrada para pacientes
Dentro do novo modelo de funcionamento, os prontos-socorros da rede própria da operadora, localizados em Copacabana e na Barra da Tijuca, também passaram a integrar o acordo financeiro firmado com a Unimed do Brasil.
A estratégia é que essas unidades funcionem como porta de entrada para os beneficiários, encaminhando pacientes para internação ou procedimentos de maior complexidade no Hospital Unimed sempre que necessário.
Durante a crise enfrentada pela operadora, diversos hospitais deixaram de atender usuários da Unimed Ferj. Em alguns casos, pacientes oncológicos chegaram a ter tratamentos interrompidos devido ao descredenciamento de unidades de saúde.
Intervenção da ANS buscou estabilizar a operadora
Para tentar conter os impactos da crise e garantir a continuidade dos atendimentos, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que a Unimed do Brasil passasse a compartilhar os riscos da operação da Unimed Ferj.
Pelo modelo estabelecido, 90% da receita proveniente das mensalidades dos beneficiários passou a ser direcionada à Unimed do Brasil, responsável pelo pagamento de prestadores de serviços e reembolsos médicos.
Os 10% restantes ficam com a Unimed Ferj, que utiliza os recursos para quitar dívidas acumuladas, cobrir despesas administrativas e manter parte de sua estrutura operacional.
Com a transferência do custeio do hospital para a Unimed do Brasil, a expectativa da operadora é estabilizar o atendimento e normalizar os serviços hospitalares nas próximas semanas.






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