Em show histórico, Shakira transforma Copacabana em festa latino-americana e reúne 2 milhões de pessoas no Rio

Show da cantora colombiana mistura ritmos, exalta mulheres e atrai fãs de toda a América Latina à praia de Copacabana

Em uma noite de lua cheia que tomou conta da orla carioca, a cantora Shakira protagonizou um espetáculo grandioso na praia de Copacabana, reunindo milhares de fãs e transformando o evento Todo Mundo no Rio em uma celebração de latinidade, música e empoderamento feminino.

Com três décadas de carreira revisitadas no palco, a artista conduziu uma apresentação marcada por sucessos, participações especiais e forte conexão com o público brasileiro.

Prefeitura fala em 2 milhões de pessoas

A apresentação de Shakira no evento Todo Mundo no Rio atraiu um público de 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana na noite deste sábado (2), de acordo com a Riotur.

“Todo Mundo no Rio com Shakira: 2 milhões de pessoas. A Loba fez história no Rio. Pode espalhar porque é número oficial da Prefeitura”, publicou o prefeito Eduardo Cavaliere em suas redes sociais.

O show fez parte da terceira edição do evento, que já integra o calendário oficial da cidade e tem edições programadas, ao menos, até 2028.

Abertura com atraso e clima de expectativa

O início do show foi marcado por expectativa. Prevista para mais cedo, a apresentação começou apenas às 22h53 com um espetáculo de drones que iluminou o céu da zona sul.

Mesmo sem a presença imediata da cantora, a performance visual manteve o público atento, especialmente após a mensagem “Te amo Brasil” projetada no alto. A entrada oficial ocorreu às 23h05, quando telões exibiram um vídeo com a artista recriada por inteligência artificial.

“Boa noite, Rio”, disse a cantora ao longo da dançante “La fuerte”, abrindo oficialmente a apresentação. O atraso, de cerca de uma hora, foi atribuído pela produção a um problema pessoal já resolvido.

Empoderamento feminino e conexão com o público

Ao longo do show, Shakira destacou o protagonismo feminino, dedicando a noite às mulheres e reforçando mensagens de força e união. Em meio à apresentação, relembrou sua trajetória no país e celebrou a relação com os fãs brasileiros.

“E pensar que eu cheguei aqui (no Brasil) quando tinha 18 anos, sonhando com cantar para vocês e me apaixonar por vocês… E olha isso aqui. A vida é mágica. Não existe melhor coisa para mim, sua lobinha, se encontrar com a sua alcateia brasileira. Rio, esta noite e sempre somos um”, disse..

Em outro momento, a artista reforçou o discurso de superação:

“Nós, mulheres, cada vez que caímos nos levantamos um pouco mais sábias, um pouco mais fortes e um pouco mais resilientes. As mulheres já não choram. Por isso, esse show vai ser dedicado a todas nós”, afirmou. E completou: “As mulheres sozinhas são vulneráveis. Mas juntas somos invencíveis.”

Mistura de ritmos e sucessos da carreira

Do rock ao reggaeton, a apresentação percorreu diferentes fases da carreira da colombiana. Canções como “Empire”, “Inevitable”, “Hips don’t lie” e “Loca” foram entoadas em coro pela plateia. O espetáculo também incluiu momentos mais intimistas, como “Antología”, contrastando com coreografias intensas e performances visuais elaboradas.

Ao falar sobre maternidade, antes de cantar “Soltera”, a artista destacou a realidade de muitas brasileiras:

“Neste país tem mais de 10 milhões de mães solteiras. Eu sou uma delas”, declarou.

Participações especiais animam o público

O show ganhou novos contornos com participações de artistas brasileiros. A cantora Anitta dividiu o palco em “Choka choka”, marcando a estreia da música ao vivo em um show de Shakira.

Na sequência, nomes consagrados da música brasileira também participaram. Caetano Veloso emocionou o público ao cantar “Leãozinho” ao lado da colombiana. Logo depois, Maria Bethânia trouxe um momento reverente com “O que é, o que é”, enquanto Ivete Sangalo levantou a plateia com “País Tropical”.

Copacabana vira ponto de encontro latino-americano

A apresentação também evidenciou o papel do Rio como destino turístico internacional. Nas areias de Copacabana, o português se misturava ao espanhol, refletindo a presença de turistas de diversos países da América Latina. Dados da Embratur indicam que argentinos representam mais de 40% dos visitantes estrangeiros no estado em 2026.

A diversidade cultural foi percebida não apenas no público, mas também no clima da cidade, que nos dias anteriores ao show já vivia uma intensa movimentação de turistas.

Multidão e criatividade na praia

Antes mesmo da apresentação, a praia já estava tomada. Fãs ocuparam cada espaço disponível, improvisando posições em árvores, grades e estruturas de exercícios para garantir visibilidade. A atmosfera era de celebração coletiva, com coreografias espontâneas e interação constante entre os presentes.

Consagração de uma noite histórica

Encerrando o show com hits como “Waka Waka” e “BZRP Music Sessions #53”, Shakira reafirmou sua conexão com o público brasileiro. Mesmo com críticas pontuais à previsibilidade do repertório e pausas na apresentação, o saldo foi de uma noite marcante.

Falante e interagindo em português, a artista transformou Copacabana em palco de uma celebração que uniu música, cultura e identidade latino-americana.

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