Morre, aos 90 anos, Henrique Morelenbaum, maestro que divulgou compositores brasileiros no exterior

Morreu na manhã desta sexta-feira (22), aos 90 anos, o maestro Henrique Morelenbaum, de causas naturais. Morelenbaum foi diretor diretor-geral do Teatro Municipal em duas oportunidades, além de ter sido maestro do Coro e da Orquestra da instituição. Ele também comandou a Sala Cecília Meireles em dois períodos, em 1965 e 1966; e entre 1987…

Morreu na manhã desta sexta-feira (22), aos 90 anos, o maestro Henrique Morelenbaum, de causas naturais. Morelenbaum foi diretor diretor-geral do Teatro Municipal em duas oportunidades, além de ter sido maestro do Coro e da Orquestra da instituição. Ele também comandou a Sala Cecília Meireles em dois períodos, em 1965 e 1966; e entre 1987 a 1991, e é reconhecido pelo trabalho de divulgação de compositores brasileiros no exterior.

O enterro foi realizado n tarde desta sexta-feira no Cemitério Israelita de Vila Rosali, em São João de Meriti.

Henrique Morelenbaum nasceu em Lágow, na Polônia, mas veio pro Brasil ainda criança, aos 3 anos, e naturalizou-se brasileiro aos 16. Aqui, estudou violino, viola e regência na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde também se tornou professor. Ele ocupava a cadeira de nº 16 da Academia Brasileira de Música e era pai do músico Jaques Morelenbaum.

Nas redes sociais, a Sala Cecília Meireles prestou homenagem ao maestro destacando sua atuação como regente no Brasil e exterior, sobretudo na Hungria, Polônia e Chile. A publicação lembra que Morelenbaum “esteve à frente de diversas gravações com obras de José Maurício, Castro Lobo, Villa-Lobos, Francisco Braga, Leopoldo Miguez e Radamés Gnattali”, sendo responsável pelas estreias brasileiras do “Concerto para orquestra”, de Lutoslawski, “Sinfonia”, de Berio, “Diaes irae”, de Penderecki, “Cantata Guanabara”, de Guarnieri, “Oratório Rio de Janeiro” de Edino Krieger, das ópera “The Rake´s Progress”, de Stravinsky, e “Peter Grimes”, de Britten.

Em turnê na Europa, Jaques Morelenbaum fez um post emocionado sobre o pai e falou sobre seu “legado de busca incessante de conhecimento e de evolução, de justiça e amor, de amor à música e à arte em geral como forma de construção da beleza espiritual”.

De Pádua, na Itália, Jaques disse ao GLOBO que seu pai foi um “eterno batalhador pela melhoria das condições de trabalho dos músicos sinfônicos no Brasil”.

— Meu pai vai fazer falta. Na verdade, ele já fazia falta desde que a idade o obrigou a deixar a profissão. Ele sempre foi meu grande exemplo de músico e de ser humano — afirmou. — Ele me ensinou, talvez erroneamente, que a música e a arte são inerentes ao ser humano. Na cabeça dele, um grande músico era sempre um grande ser humano. Nem sempre é assim, mas no caso dele era.

Morelenbaum deixa a mulher, Sarah, os filhos Jaques, Eduardo e Lucia (todos músicos), seis netos e dois bisnetos.

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